Deputado federal Jair Bolsonaro (PSL), pré-candidato à presidência do Brasil em 2018, durante evento da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) em São Paulo

The Economist: Bolsonaro é 'a última ameaça da América Latina'

© AFP 2018/ Miguel SCHINCARIOL
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O candidato à Presidência pelo PSL, Jair Bolsonaro, estampou a capa da revista britânica The Economist, que classificou o presidenciável como "a última ameaça da América Latina".

Segundo a edição britânica, Bolsonaro pode fazer parte do rol de políticos populistas como o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, sendo uma "adição particularmente desagradável ao clube [de populistas]".

​"Os brasileiros têm um fatalismo para se referir à corrupção, resumido na frase 'rouba, mas faz'. Eles não devem se render a Bolsonaro, cujo ditado poderia ser 'eles torturaram, mas fizeram'. A América Latina tem toda sorte de opressores, a maioria deles horríveis. Para ter uma evidência recente, olhem para os desastres na Venezuela e na Nicarágua", diz a revista.

De acordo com a revista, a crise econômica é um dos motivos que explicam o grande crescimento da popularidade do candidato do PSL. 

"Os populistas recorrem a queixas semelhantes. Economia fracassada é uma delas —e no Brasil a falha foi catastrófica. Na pior recessão de sua história, o PIB encolheu 10% entre 2014 e 2016 e ainda não se recuperou. A taxa de desemprego é de 12%", afirma a edição.

"Bolsonaro, cujo nome do meio é Messias, promete a salvação; na verdade, ele é uma ameaça para o Brasil e para a América Latina", acrescenta a revista. 

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eleições, ameaça, The Economist, Jair Bolsonaro, América Latina, Brasil
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