03:50 03 Junho 2020
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    Cientistas dos EUA estudaram a população de aranhas-lobo na inóspita região do Ártico, e concluíram que o aumento de aranhas-lobo faz com que aracnídeos se contentem em comer uns aos outros.

    O aquecimento do Ártico e a falta de presas naturais na região fizeram com que as aranhas-lobo da espécie Pardosa lapponica modificassem sua dieta e comessem os mais jovens de sua espécie, conclui um estudo publicado na revista Journal of Animal Ecology.

    Uma equipe de pesquisadores descobriu que à medida que a temperatura aquece no Ártico, as aranhas-lobo produzem mais crias, e crescem mais do que o normal.

    Após vários estudos de laboratório, pesquisadores da Universidade de Washington em St. Louis, EUA, concluíram que várias fêmeas estavam praticando canibalismo com aranhas-lobo mais jovens após o aumento da densidade de reprodução das populações da espécie.

    "Como o tamanho do corpo feminino está positivamente relacionado à fecundidade em P. lapponica, a inesperada descoberta de menos jovens com fêmeas maiores sugere um aumento no canibalismo dependente da densidade, como resultado do aumento da competição intraespecífica por recursos", escrevem os pesquisadores.

    Se as aranhas fêmeas produzirem mais crias, naturalmente haverá mais competição entre elas para sobreviver.

    Por outro lado, o estudo mostrou que essas aranhas, que recorrem ao canibalismo, vivem menos tempo do que as que têm uma dieta mais variada.

    Segundo os pesquisadores, essas mudanças no comportamento da aranha-lobo poderiam gerar um efeito de cascata no ecossistema capaz de influenciar diversos processos naturais, incluindo a liberação de dióxido de carbono. Isso resultaria em uma mudança ambiental iminente.

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    Tags:
    Universidade de Washington, EUA, Ártico
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