16:41 29 Março 2020
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    Em 1962, três prisioneiros conseguiram escapar da famosa prisão de Alcatraz, e durante muitos anos se acreditou que tinham morrido durante a fuga. Contudo, um recente estudo concluiu que eles podem ter sobrevivido.

    Gangsters, assassinos em série e prisioneiros fugitivos eram enviados para a prisão federal de Alcatraz, aberta em 1934 em uma ilha da baía de São Francisco (EUA).

    A prisão era caracterizada por condições severas e por um alto nível de proteção: mesmo que o fugitivo de alguma forma conseguisse deixar o prédio, ele teria que enfrentar as águas geladas da baía. Mais de 30 prisioneiros tentaram deixar a ilha, mas nenhuma das tentativas foi bem-sucedida.

    Fuga arriscada

    Contudo, os prisioneiros Frank Morris e os irmãos Jones e Clarence Anglin decidiram trabalhar em um plano de fuga durante vários anos. Em 1962, com a ajuda de uma broca, feita a partir de uma colher de metal e de um motor de aspirador, eles fizeram um furo na parede da cela e chegaram à costa, onde eram aguardados por uma jangada caseira feita de capas de chuva.

    A fuga só foi notada algumas horas depois, visto que os hábeis prisioneiros haviam deixado imitações de cabeças feitas de papel e restos de cabelo nos beliches das celas para ganhar tempo.

    Como ninguém nunca mais conseguiu encontrar os fugitivos, as autoridades declararam os prisioneiros como mortos.

    No entanto, em janeiro de 2020, um programa de reconhecimento facial investigou uma foto tirada em 1975 no Brasil. O sistema identificou as pessoas como John e Clarence Anglin. Segundo a empresa irlandesa Identv, os irmãos fugitivos sobreviveram com uma probabilidade de 99,7%.

    Oficialmente, o caso criminal ainda está aberto, embora não se saiba se as autoridades americanas planejam retomar a busca.

    Buraco pelo qual foi feita a famosa fuga da prisão de Alcatraz de 1962
    © AP Photo / Eric Risberg
    Buraco pelo qual foi feita a famosa fuga da prisão de Alcatraz de 1962

    A prisão de Alcatraz foi fechada um ano depois de o trio ter escapado, pelo alto custo de manutenção, e hoje há um museu na ilha.

    Prisão de segurança máxima

    A fuga de três prisioneiros em 1995 custou à prisão britânica de Parkhurst, na ilha de Wight (sul do Reino Unido), o estatuto de segurança máxima.

    Andrew Rodger, Keith Rose e Matthew William desenvolveram um plano ousado, posto em prática por meio dos seus próprios talentos: escaparam da prisão através da porta de serviço usando uma cópia rudimentar da chave universal que haviam habilmente construído.

    As sirenes tocaram apenas algumas horas depois, e demorou 24 horas para as autoridades organizarem uma busca em larga escala. No entanto, apesar do tempo disponível, os fugitivos nunca saíram da ilha e, alguns dias depois, foram detidos em um pequeno aeródromo privado, sem conseguir ligar nenhuma das aeronaves para terminar a fuga.

    'Saída à francesa'

    Em maio de 1986, um helicóptero pairou sobre a prisão de La Sante, no sul de Paris. No comando estava a esposa de um dos prisioneiros - o famoso criminoso francês Michel Vaujour, especializado em assaltos a bancos e fugas em série.

    Para ajudar o marido a fugir da prisão, Nadine aprendeu a pilotar. Como resultado, o criminoso subiu no helicóptero e fugiu com sua mulher, que aterrissou em um campo esportivo, onde carros estavam os esperando.

    Contudo, o ladrão ficou gravemente ferido durante um novo assalto e foi novamente apanhado pelos policiais.

    Fuga por buraco

    Durante uma revista na prisão russa de Butyrka no dia 5 de setembro de 2001, um supervisor descobriu que uma das celas estava vazia. Anatoly Kulikov, Vladimir Zhelezoglo e Boris Bezotchestvo, condenados a prisão perpétua, haviam fugido da cela através de um buraco (coberto por um cobertor) atrás do vaso sanitário, que saia para um porão.

    Corredor da prisão de Butyrka localizadas na região de Moscou, Rússia
    © Sputnik / Vladimir Pesnya
    Corredor da prisão de Butyrka localizadas na região de Moscou, Rússia

    Depois de remover os ladrilhos de cerâmica, os prisioneiros escavaram através do chão com uma colher de alumínio normal, jogando discretamente o entulho, escondido nos bolsos, durante as caminhadas. Os três prisioneiros se revezaram para descer ao porão para fazer o reconhecimento da área, até que encontraram a saída.

    Kulikov e Zhelezoglo foram pegos um mês depois durante um assalto a uma loja na região de Moscou.

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    Tags:
    fuga, ladrão, prisões, presídios de segurança máxima
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