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    Um homem condenado à pena perpétua por assassínio do Território do Norte (Austrália), que cuidava de um canguru cego na prisão, cometeu o suicídio porque tinha medo de que o programa de animais da prisão ficou sob ameaça, informou a polícia nesta sexta (13).

    Peter Fittock tinha 61 anos quando ele morreu na prisão de Darwin em 22 de fevereiro de 2014.

    Em 1998, ele foi condenado à prisão perpétua pelo assassinato de sua ex-namorada grávida Debbie Batzler, a quem ele atirou duas vezes, suspeitando ela de namorar com outro homem.

    Fittock também teria tentado matar o amante da sua namorada, Robert Jordison, mas Jordison conseguiu derrubar Fittock e o manteve no chão até que a polícia chegou.

    Fittock tinha participado no programa de fauna nativa da prisão a partir de ano 2006, onde foi responsável pelo resgate dos animais e trabalho com reprodutores de ratos, vermes e insetos para venda a fornecedores da comida para animais.

    "Ele sempre trabalhava bem em qualquer lugar ao longo da sua vida e ele também impressionou na prisão", disse Kelvin Currie, médico de Darwin.

    As 06h12 em 22 de fevereiro Fittock foi, como de sempre, para o trabalho, levando consigo o canguru cegos que ele tinha cuidado. O canguru foi descoberto mais tarde sem Fittock, que também não participou na verificação da presença de manhã, às 8h.

    Pouco depois ele foi encontrado morto.

    Sua ex-mulher, que permaneceu seu amigo e o visitou regularmente na prisão, não tinha notado qualquer mudança nele na véspera da sua morte, mas o veterinário, com que ele trabalhou, contou que Fittock estava com muito estresse, porque o programa dos animais ficou ameaçado.

    "Ele ouviu que o governo tinha assinado um documento que não permitiria os animais na prisão", disse Currie.

    ​A ex-mulher de Fittock descreveu o seu ex-marido como um realista pragmático que "lamentou muito de que ele teria feito", acrescentou ele.

    "É provável que o estresse sobre a possibilidade de perder os animais e seu pragmatismo, resultou na decisão de se suicidar".

    Segundo a investigação, Fittock foi cuidado bem na prisão, e não tinha nenhuma evidência de qualquer irregularidade por parte do Departamento de Correções.

    O médico Greg Cavanagh ainda não apresentou suas conclusões finais.

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    Tags:
    atirador, separação, condenado, pena de morte, suicídio, animais, Territórios do Norte, Austrália
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