22:03 28 Setembro 2020
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    O chinês Mo Hailong morou no estado norte-americano de Florida durante vários anos. Ele era o diretor de Desenvolvimento Internacional da empresa agrícola chinesa Beijing Dabeinong Technology Group Co. Nesta semana, ele confessou ter participado de um crime.

    Segundo a agência de notícias AP, ele ideou uma conspiração, junto com um grupo de empregados da também chinesa Kings Nower Seed (nome que pode ser traduzido do inglês como Rei das Sementes), para viajar ao estado de Iowa e roubar sementes de milho geneticamente modificado, transportando-los à China, onde os cientistas locais poderiam estudá-los e copiar a estrutura genética.

    O empreendedor foi visto pelo serviço de segurança da DuPont Pioneer ao tentar se esconder em um campo de milho. Depois, a empresa notificou o Bureau Federal de Investigações (FBI), que começaram a monitorar o homem e terminaram por detê-lo.

    O homem confissou à Justiça norte-americana que a conspiração visava prejudicar as empresas norte-americanas DuPont Pioneer e Monsanto, já que a informação obtida com o milho constitui segredo comercial.

    Participantes do protesto contra a Monsanto Co em Berlim. As ativistas manifestam-se contra os alimentos transgênicos.
    © Sputnik / Kaveh Rostamkhani
    Participantes do protesto contra a Monsanto Co em Berlim. As ativistas manifestam-se contra os alimentos transgênicos.

    Outros cinco cidadãos da República Popular da China que também teriam participado do esquema já abandonaram a China.

    Agora, Mo enfrenta uma pena de cinco anos de prisão — que podia ser uma de dez anos se o acusado não colaborasse com a investigação.

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    Tags:
    Monsanto, China, EUA
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