09:43 18 Abril 2019
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    Estudo: inteligência artificial pode prejudicar mulheres e ampliar desigualdade de gênero

    Reprodução/Agência Brasil
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    O crescimento de empregos em indústrias emergentes, como tecnologia da informação (TI) e engenharia, está destinado a prejudicar as mulheres de forma desproporcional e ao progresso alcançado na redução da desigualdade salarial.

    É o que afirma um novo relatório do Fórum Econômico Mundial (WEF). Constatou-se que, apesar do fato de que a diferença salarial entre homens e mulheres (a diferença entre os salários médios de homens e mulheres) tenha diminuído nos últimos anos, ainda restam 202 anos para que a paridade de remuneração seja finalmente alcançada.

    O processo pode ficar ainda mais demorado se não houver progresso em trazer mais mulheres para a força de trabalho, pontuou o levantamento do WEF.

    "Estamos olhando para essas grandes mudanças estruturais, que eu acho que estão criando um obstáculo ao que era um momento mais forte antes da igualdade de gênero", disse Saadia Zahidi, diretora administrativa e diretora de agendas sociais e econômicas do Fórum Econômico Mundial, à rede CNBC.

    A diferença de gênero é três vezes maior na indústria de Inteligência Artificial (IA), altamente mais técnica do que em outros setores, com mulheres representando apenas 22% da força de trabalho.

    Isso não só é prejudicial para o avanço da paridade salarial e da igualdade de gênero em termos mais gerais, mas também cria problemas para a própria tecnologia, informou o relatório. Se a IA for programada quase exclusivamente por homens, existe o risco de que preconceitos de gênero também entrem nas máquinas.

    "É absolutamente crucial que as pessoas que criam IA sejam representativas da população como um todo", afirmou o chefe de Inteligência Artificial e Aprendizado de Máquina do WEF, Kay Firth-Butterfield. A falta de diversidade significa que "não estamos realmente refletindo a população e temos um problema enorme", acrescentou.

    O relatório do WEF apontou que algumas indústrias e instituições estão fazendo progresso no sentido de incentivar mais mulheres a se envolverem em tecnologias emergentes. Esses são os setores de educação e saúde e organizações sem fins lucrativos, nos quais o grupo de talentos das mulheres na IA supera os homens.

    "A diversidade — incluindo a diversidade de gêneros — de pontos de vista entre os inovadores é vital para garantir que as oportunidades econômicas criadas pela IA não aumentem as desigualdades de gênero existentes e que novos sistemas de inteligência artificial atendam às necessidades da sociedade em geral", completou o relatório.

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    Tags:
    economia, mulheres, gênero, desigualdade, tecnologia, inteligência artificial, Fórum Econômico Mundial (WEF), Kay Firth-Butterfield, Saadia Zahidi, Mundo
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