07:22 15 Outubro 2018
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    Aviação chinesa participa da parada militar em comemoração de 70 aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial, Pequim, China, 3 de setembro de 2015

    EUA adotam sanções contra China pela compra de armamentos russos

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    A Casa Branca ainda estuda aplicar sanções contra outros potenciais compradores dos sistemas de defesa aérea russos.

    O Tesouro dos EUA acusou o Departamento de Desenvolvimento de Equipamentos da China de violar as sanções dos EUA contra Moscou ao comprar dez caças Sukhoi Su-35 4++ e sistemas de mísseis terra-ar S-400 da Rússia.

    Uma alta autoridade do governo disse que as medidas, que também atingem o chefe do Departamento de Desenvolvimento de Equipamentos, Li Shangfu, visavam "impor custos à Rússia em resposta a suas atividades malignas". O funcionário enfatizou que as sanções não foram projetadas para minar as capacidades de defesa de qualquer país em particular.

    A administração ainda não tomou uma decisão sobre aplicar sanções contra outros países que compram os avançados sistemas de defesa aérea russos. O sistema S-400 é utilizado pelas Forças Armadas da Rússia, China e Belarus. Turquia, Índia, Arábia Saudita, Marrocos e Iraque também manifestaram interesse pelo armamento.

    O funcionário da Casa Branca disse que a China comprou os Su-35 em dezembro de 2017 e os sistemas S-400 em janeiro de 2018.

    Ainda nesta quinta-feira, Washington incluiu 33 autoridades e entidades russas à sua lista negra do setor de defesa e inteligência. Qualquer um que fizer negócios com essas pessoas e entidades ficará sujeito às sanções norte-americanas.

    Também na quinta-feira, o presidente Donald Trump deu ao Departamento do Tesouro autoridade para impor sanções contra a Rússia. O Tesouro disse que suas sanções podem incluir o congelamento de todas as propriedades dos indivíduos sancionados, proibições de transações financeiras, transferências de crédito ou pagamentos entre instituições, recusas de vistos e muito mais.

    A mais recente rodada de sanções norte-americanas contra a Rússia foi introduzida em agosto, após suposto uso de armas químicas pela Rússia contra o ex-espião russo Sergei Skripal, na cidade de Salisbury, no sul da Inglaterra, em março.

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