11:51 18 Novembro 2017
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    Líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un durante o lançamento do míssil Hwasong-12 efetuado em 16 de setembro de 2017

    Coreia do Norte buscará diplomacia após ter míssil capaz de atingir Washington, diz fonte

    © REUTERS/ KCNA
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    Uma fonte anônima do governo norte-coreano afirmou em entrevista à CNN que Pyongyang não sentará na mesa de negociações até desenvolver um míssil capaz de atingir a costa leste dos Estados Unidos, o que colocaria cidades como Nova York e Washington na mira de Kim Jong-un.

    "Antes de participarmos da diplomacia com a administração Trump, queremos mandar um sinal claro de que a Coreia do Norte tem uma capacidade defensiva e ofensiva confiável para combater qualquer agressão dos Estados Unidos", disse a fonte anônima à CNN.

    Nesta terça-feira (17), diplomatas dos Estados Unidos e do Japão reuniram-se para discutir a tensão na península da Coreia. Eles ressaltaram a importância da pressão diplomática e econômica, mas o vice-secretário de Estado norte-americano, John Sullivan, afirmou que é necessário "estar prontos para o pior" se a diplomacia falhar.

    Uma recente pesquisa da Gallup indicou que 58% dos estadunidenses apoiam medidas militares contra a Coreia do Norte — em um cenário em que a diplomacia e a pressão econômica falhem.

    Na segunda, Estados Unidos e Coreia do Sul iniciaram uma série de exercícios navais de 10 dias. Os exercícios militares dos dois países já antecederam testes balísticos no passado. O último teste balístico norte-coreano ocorreu há cerca de um mês, quando o Pyonyang disparou um projétil de médio alcance que sobrevoou o norte do Japão.

    Também na segunda, a União Europeia aplicou sanções contra a Coreia do Norte. Foi definido que os membros do bloco europeu não irão investir em nenhum setor da economia norte-coreana e que venda de produtos petrolíferos refinados e de petróleo para Pyongyang será suspensa.

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    Tags:
    União Europeia, John Sullivan, Kim Jong-un, Donald Trump, Coreia do Norte, Estados Unidos
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