04:05 20 Novembro 2017
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    Porta-aviões Ronald Reagan dos EUA perto da península da Coreia

    OTAN para EUA: precisamos de equilíbrio entre 'não fazer nada e usar meios militares'

    CC BY 2.0 / U.S. Pacific Fleet
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    Na crise norte-coreana, a OTAN preferiu tomar uma posição mediata, pois, por um lado, é a favor do aumento de sanções, por outro, entende os riscos de um possível conflito armado.

    As divergências sobre como atuar nos assuntos ligados à Coreia do Norte têm lugar não só nos Estados Unidos, onde o secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, manifestou-se a favor de continuar com a diplomacia "até que caia a primeira bomba", enquanto o presidente do país, Donald Trump, assegurou que essa estratégia era "perda de tempo".

    Atualmente, a OTAN é a favor da linha diplomática para lidar com o desenvolvimento de programas nuclear e de mísseis da Coreia do Norte.

    Entretanto, o ministro das Relações Exteriores britânico, Boris Johnson, declarou que é vital "maximizar a pressão diplomática e econômica", sendo essa "a forma mais efetiva de pressionar Pyongyang para impedir suas ações ilegais e agressivas".

    De acordo com o chanceler, o governo norte-coreano de Kim Jong-un deve "assumir toda a responsabilidade pelas medidas" adotadas pela comunidade internacional, "incluindo as sanções".

    A posição da OTAN

    O chefe da OTAN, Jens Stoltenberg, também acredita que uma ação militar contra a Coreia do Norte teria "consequências devastadoras", especialmente depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarar a falha dos esforços diplomáticos.

    O chefe da Aliança Atlântica destacou que na situação atual é necessário encontrar um equilíbrio entre "não fazer nada e usar meios militares".

    Stoltenberg enfatizou que a OTAN "não estava planejando qualquer presença militar naquela parte do mundo" e que tal pedido não havia sido recebido de Tóquio ou Seul.

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    Tags:
    mísseis balísticos, programa nuclear, guerra, militar, conflito armado, diplomacia, Ministério das Relações Exteriores, OTAN, Boris Johnson, Jens Stoltenberg, Donald Trump, Coreia do Norte, Europa, EUA
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