23:29 09 Dezembro 2019
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    A bandeira do Irã em frente do foguete Safir Omid antes do seu lançamento

    Irã ameaça romper acordo nuclear se sanções forem restauradas

    © AFP 2019 / STR / Vahidreza Alai
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    O Irã pode se retirar do acordo nuclear se outras tentativas forem feitas para restaurar as sanções. Quem afirma é o ministro das Relações Exteriores iraniano,Mohammad Javad Zarif, neste domingo (15).

    "Se o Irã a qualquer momento sentir que as ações tomadas pelo lado oposto na questão do levantamento das sanções não forem suficientes para a República Islâmica, o Irã terá várias opções, e uma delas é a saída do atual acordo nuclear", disse Zarif.

    O ministro disse que, se as sanções forem restabelecidas em áreas de interesse especial para o Irã, incluindo o comércio de petróleo e as vendas de aeronaves, o Irã "se reservará o direito de decidir sobre sua presença no acordo nuclear".

    Zarif também observou que o discurso do presidente norte-americano Donald Trump na última sexta-feira mostrou "a ausência de qualquer estratégia para o Irã" por parte dos Estados Unidos. O chanceler iraniano enfatizou que o programa de defesa e mísseis do Irã nunca será objeto de negociações.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na sexta-feira (13) que o Irã não cumpre os termos de seu acordo nuclear.

    "Com base no histórico de fatos, estou anunciando que não podemos e não iremos fazer essa certificação", afirmou o mandatário republicano.

    Trump afirmou que irá impôr sanções contra Teerã para "bloquear seu financiamento do terrorismo" e que pode retirar os Estados Unidos do acordo nuclear caso ele não seja "corrigido" no Congresso. 

    O Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, na sigla em inglês), como é conhecido o acordo nuclear, estabelece condições para que o programa nuclear iraniano funcione com fins estritamente energéticos. O acordo foi assinado em 2015 por líderes dos Estados Unidos, Alemanha, China, França, União Europeia, Rússia e Reino Unido.

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    Tags:
    Plano Abrangente de Ação Conjunta, acordo nuclear, sanções, Mohammad Javad Zarif, Irã, EUA
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