19:32 15 Dezembro 2017
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    Ministério da Defesa da Rússia informa que navios da Frota do Pacífico russa chegaram à China para participar nos exercícios navais Interação Naval 2016

    Saída dos EUA do Acordo Nuclear fortalecerá Rússia e China

    © AP Photo/ Zha Chunming/Xinhua
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    A saída do presidente norte-americano Donald Trump do Acordo Nuclear com o Irã vai gerar contradições entre os EUA e a Europa e fortalecerá a influência de Moscou, Pequim e Teerã, declarou a ex-subsecretária de Estado para assuntos políticos, Wendy Sherman, em um artigo publicado no New York Times.

    "A falta de vontade do presidente de reconhecer a verdade sobre o Acordo Nuclear com o Irã terá consequências a longo prazo, porque o acordo funciona para evitar que o Irã obtenha armas nucleares e claro que corresponde aos interesses da segurança nacional dos EUA", assinalou.

    A bandeira do Irã em frente do foguete Safir Omid antes do seu lançamento
    © AFP 2017/ STR / Vahidreza Alai
    Segundo Sherman, "esta decisão vai minar a confiança dos aliados norte-americanos e isolar o nosso país".

    A ex-diplomata está certa de que "se o presidente Trump se opuser ao Acordo Nuclear, as consequências para a política exterior norte-americana serão catastróficas, isso causará divergências entre os EUA e a Europa, enfraquecendo as importantes relações transatlânticas e levará ao aumento da influência do Irã, da Rússia e da China".

    Na semana passada, o diário The Washington Post escreveu que o presidente Donald Trump pretendia anunciar a retirada do Acordo Nuclear com Teerã.

    O Irã e o grupo 5+1 (China, EUA, França, Reino Unido, Rússia e Alemanha) concluíram em julho de 2015 o Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, sigla em inglês) que estabelece limites ao programa nuclear iraniano para excluir o seu desenvolvimento militar em troca do levantamento das sanções internacionais.

    Em janeiro de 2016, depois de a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) ter confirmado que o Irã cumpriu as exigências do Acordo, os EUA anularam algumas sanções impostas ao país islâmico, mas mantiveram em vigor outras restrições.

    Em meados de julho deste ano, o governo dos EUA estendeu as sanções financeiras a 18 pessoas e entidades supostamente ligadas ao programa nuclear iraniano e mísseis de Teerã.

    O presidente iraniano Hassan Rouhani advertiu em agosto que, se os EUA continuassem a política das sanções contra o seu país, Teerã poderia abandonar o Acordo Nuclear "em questão de dias ou horas".

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    Tags:
    sanções econômicas, acordo nuclear, Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Wendy Sherman, Hassan Rouhani, Donald Trump
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