18:48 06 Julho 2020
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    O Brasil está cuidando da burocracia para ingressar na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), mas deveria aproximar-se da organização junto com os países do Brics. Esta é a avaliação de Marcos de Azambuja, ex-secretário-geral do Itamaraty.

    "A minha convicção é de que convém ao Brasil estar próximo da OCDE. Mas não creio que talvez seja esse o momento de o Brasil fazer o gesto de ingresso na Organização já que o país está num momento de certa transição e de certa passagem. Se dependesse de mim, o Brasil se aproximaria da OCDE. Em primeiro lugar, junto com seus companheiros do Brics. Trabalharíamos juntos. E um pouco mais tarde, quando a situação institucional brasileira estivesse mais normalizada.

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    Marcos Santos/USP Imagens/Fotos Públicas
    Para Azambuja, que também foi embaixador do Brasil em Buenos Aires e Paris, a OCDE perdeu importância por não contar com os países-membro do Brics: Brasil, Rússia, China e África do Sul. "Ela continua sendo importante, é um órgão interessante mas não é mais o que já foi", diz o diplomata em entrevista exclusiva à Sputnik Brasil. 

    Azambuja afirma que a OCDE foi criada em 1948 para gerir o Plano Marshall, elaborado para reconstruir a Europa após a Segunda Guerra Mundial. Chamava-se então Organização Para a Cooperação Econômica e Europeia e adotou o nome atual em 1961. Na ocasião, ficou conhecida como Grupo dos Ricos porque seus 31 membros de então produziam, juntos, mais da metade da riqueza do mundo. A OCDE exige de cada um dos seus membros plenos que seus governos exerçam democracia representativa e defendam a economia de livre mercado.

    Atualmente, seis países tentam ingressar na OCDE: Argentina, Brasil, Bulgária, Croácia, Romênia e Peru.

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    Tags:
    BRICS, OCDE, Brasil
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