23:06 21 Janeiro 2020
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    Declarações como as do ator norte-americano Morgan Freeman são "muito perigosas", considera o reconhecido diretor russo e chefe do estúdio de cinema Mosfilm, Karen Shakhnazarov.

    O diretor recordou o caso do primeiro secretário de Defesa dos EUA, James Forrestal. Sendo opositor ao comunismo, Forrestal passou muito tempo preocupado com um possível conflito com a União Soviética, pois acreditava que os comunistas procuravam destruir todos os governos democráticos e até mencionou estar sendo vigiado por "homens estrangeiros".

    O general terminou seus dias em um hospital psiquiátrico, acabando com sua própria vida ao saltar da janela em 1949. Uma lenda popular urbana afirma que suas últimas palavras foram "Os russos atacam!".

    Além disso, Shakhnazarov aconselhou para que Freeman assista ao filme de Stanley Kubrick, Dr. Fantástico.

    "No filme, um general louco pela ameaça russa sai do controle do comando, suspeita todos por traição e ordena que seus pilotos bombardeiem a URSS. Este filme é uma séria e instrutiva história sobre uma guerra nuclear desencadeada por casualidade", comentou o diretor russo.

    "As declarações de Freeman são perigosas, pois provocam sustos infundados na sociedade e podem incentivar pessoas desequilibradas a cometer atos inadequados", advertiu o diretor.

    O famoso ator estadunidense, Morgan Freeman, protagonizou um vídeo de promoção do Comitê para Investigar a Rússia (Committee to Investigate Russia, em inglês) que tenta provar a suposta interferência russa nas eleições presidenciais dos EUA em 2016.

    No vídeo, Freeman fala sobre "espião do KGB" que "elabora um plano para se vingar" dos EUA pelo colapso da URSS, chamando o presidente Putin de espião.

    Entre outras declarações fortes do ator há uma sobre os EUA "serem atacados" pela Rússia e "estarem em guerra".

    As palavras de Freeman causaram indignação nas redes sociais tanto russa como estrangeira.

    A nível oficial, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, qualificou a participação de Freeman no projeto como "exaltação emocional", enquanto a representante oficial da chancelaria russa, Maria Zakharova, afirmou que o ator "foi ludibriado".

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    Tags:
    ideologia, paranoia, propaganda, Morgan Freeman, EUA, Rússia
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