13:00 11 Dezembro 2017
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    Chelsea Manning

    Informante do WikiLeaks, Chelsea Manning afirma não ser uma traidora

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    Chelsea Manning disse que não é uma "traidora americana", como os seus críticos alegaram, e que ela fez o que considerou correto.

    Os comentários, obtidos com exclusividade pela Associated Press, foram realizados em uma conferência em Nantucket, nos Estados Unidos.

    Manning esteve presa por 7 anos e foi liberada em maio, após receber o perdão presidencial de Barack Obama durante os últimos dias de mandato do democrata. Ela foi encarcerada por vazar documentos secretos dos EUA para o WikiLeaks enquanto trabalhava para as forças militares em Bagdá, no Iraque.

    "Eu acredito que fiz o melhor que pude em minhas circunstâncias para tomar uma decisão ética", disse quando perguntada se era uma traidora.

    Manning também esteve envolvida em uma polêmica com a CIA e com a Universidade de Harvard recentemente.

    Ela havia sido convidada para ser pesquisadora visitante da instituição de ensino. Contudo, diante do protesto do diretor da CIA, Mike Pompeo, Harvard recuou da iniciativa.

    Manning afirmou que o episódio revela um "Estado policial" e que não tem vergonha por ter sido desconvidada. "Eu vejo isso como uma honra como o próprio convite para pesquisadora visitante".

    Apesar dos milhares de documentos com informações de bastidores do mundo militar e da diplomacia que o WikiLeaks divulgou, a ex-analista de inteligência acredita que o cenário do debate público sofreu poucas mudanças ou talvez até tenha piorado. 

    Para ela, as ruas dos Estados Unidos parecem um "livro distópico".

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    Tags:
    CIA, Barack Obama, Mike Pompeo, Chelsea Manning, EUA
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