12:32 25 Janeiro 2020
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    O Exército Popular de Liberação chinês celebrou em 1º de agosto seu 90º aniversário, que foi marcado por um impressionante desfile militar, pela segunda vez desde o ano de 1949.

    Seu crescente poder, além dos seus avanços militares e o desejo de mostra-los, recentemente se converteu em uma tendência para o gigante asiático.

    Como o mundo vê a modernização militar da China? O especialista em assuntos militares russo Vasily Kashin compartilhou com a Sputnik China a sua visão quanto à crescente influência do exército mais numeroso no mundo e suas capacidades bélicas.

    De acordo com o especialista, todo o mundo já se deu de conta de que na região asiática ocorreu uma grande mudança no equilíbrio de poder.

    Particularmente, a China já é o segundo poder naval mais potente no mundo no que se refere à frota de superfície, enquanto o atraso tecnológico em relação aos países ocidentais se reduziu ao mínimo.

    "Está claro que se investe muito na capacidade do exército de levar a cabo operações a nível global por todo o mundo. Com a passagem do tempo, aumentará a atenção ao potencial bélico chinês", sublinhou Kashin.

    Ademais, recordou que desde os anos 2000, as Forças Armadas chinesas têm participado de várias competições militares a nível internacional, inclusive na Rússia. Esta participação fez com que os militares chineses ganhassem acesso à experiência estrangeira e estabelecessem novos contatos.

    Do ponto de vista do especialista, os soldados chineses conseguem demonstrar um alto nível de formação e motivação, buscando "ocupar o primeiro lugar a todo o custo".

    Desta maneira, prosseguiu, enquanto o componente técnico das Forças Armadas chinesas pode falhar, a motivação do pessoal é sempre alta, e os militares do gigante asiático tiram conclusões e lições dos seus fracassos para não voltar a repeti-los.

    Além de tudo, a participação do exército chinês das competições internacionais é um sinal do crescente nível da democracia militar no país.

    Desta maneira, o país "planeja estabelecer contatos mais estreitos com os países com os quais já tem boas relações políticas", frisou Kashin.

    "Também podemos ver que as autoridades chinesas buscam organizar mais desfiles militares. Por isso, está sendo acumulada a experiência de como os outros países fazem", concluiu, citando esta última parada militar como exemplo de evento deste tipo.

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    Tags:
    arsenal, desfile militar, guerra, Exército Popular de Libertação, China, EUA
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