18:23 20 Junho 2018
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    Europa teme guerra de aço contra EUA por causa da China

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    A União Europeia, que juntamente com os EUA tenta conter a China no mercado de aço, receia se envolver em uma guerra comercial com Washington por causa das ações completamente imprevisíveis de Donald Trump. Mas potências ocidentais mais uma vez indicam a China como razão do potencial conflito de mercados.

    Durante a cúpula do G20, que decorreu em Hamburgo, conseguiram parar a iminente guerra de aço. No entanto, os resultados do fórum não são suficientes para resolver a situação, de acordo a plataforma multimídia da União Europeia, EURACTIV. O serviço também acredita que a administração de Trump possa introduzir impostos aduaneiros adicionais sem obter as esperadas recomendações do G20 quanto ao problema de superprodução de aço.

    Apesar de a China ser o principal alvo dos EUA, a União Europeia tem medo de se tornar um concorrente de Washington em vez de aliado.

    O analista do mercado de ações, Dmitry Tratas, afirmou à Sputnik China que o mercado de aço está experimentando uma superprodução que não poderá ser resolvida em breve. O especialista não descarta a possibilidade de um conflito nesta esfera.

    "Não acho nada surpreendente que tal guerra possa de fato começar. Há informações de que a administração de Trump esteja elaborando um projeto de lei, que impunha restrições às exportações de aço para os EUA. Em primeiro lugar, esta medida afetará sem dúvida a China. Mas poderá afetar também a Rússia e a União Europeia", disse, acrescentando que é difícil prever em que pode acabar tais restrições, caso sejam aprovadas.

    Dmitry Tratas acredita que as tentativas norte-americanas de fazer da China a principal razão da superprodução global de aço sejam obviamente preventivas.

    "Sim, a China na verdade está aumentando a produção de aço, mas isso se deve a suas necessidades, causada pelo crescimento econômico […] Ainda por cima, os próprios EUA sempre foram a favor da concorrência global livre", explicou.

    Wang Zhimin, colaborador da Universidade de Economia Externa e Comércio da China, também acha injustas as acusações contra seu país de ele incentivar uma guerra de aço.

    "A China está promovendo ativamente a reforma de restruturação industrial. Um dos cinco aspectos desta reforma visa reduzir as capacidades de produção. A diminuição da produção de aço é um componente essencial desta medida", indicou o especialista chinês, sublinhando que Pequim já conseguiu alguns êxitos.

    Outro argumento a favor de Pequim é que os países ocidentais são relutantes em cooperar com o país asiático para reduzir excesso de produção industrial.

    "Os países ocidentais estão bloqueando a China na esfera de tecnologias de ponta, o que lhe impede aperfeiçoar sua estrutura de produção, sem falar da saída dos EUA do Acordo de Paris, o que dificulta a cooperação na luta contra contaminação do meio ambiente", concluiu.

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    Tags:
    aço, mercado, guerra comercial, União Europeia, Donald Trump, Rússia, Europa, EUA, China
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