06:45 20 Agosto 2017
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    Caças F-16 da FA da Polônia junto com Eurofighter Typhoon da Alemanha durante a cúpula da OTAN em Varsóvia

    Especialista: aviões de reconhecimento da OTAN buscam 'pontos fracos' na defesa russa

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    O Ministério da Defesa da Rússia comunicou que os caças russos interceptaram seis aviões de reconhecimento em uma semana. O especialista militar, Boris Rozhin, revelou, em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, o possível porquê das crescentes atividades de reconhecimento técnico militar da OTAN perto das fronteiras russas.

    Na semana passada, caças russos levantaram voo seis vezes para interceptar aviação de reconhecimento estrangeira perto das fronteiras do país, de acordo com o Ministério da Defesa russo.

    Segundo o especialista do Centro de jornalismo político-militar, Boris Rozhin, ultimamente, a aviação estrangeira tem intensificado suas atividades junto às fronteiras russas, o que se deve aos exercícios militares da OTAN, realizados atualmente nos países do mar Báltico.

    "Ao mesmo tempo, é preciso entender que, além de exercícios comuns, o Ocidente está tentando encontrar pontos fracos no sistema de defesa russo nas mesmas áreas onde a OTAN está promovendo histeria militar", disse ao serviço russo da Rádio Sputnik.

    De acordo com o especialista, dadas as ações, a Rússia não tem como não tomar medidas de resposta.

    "É natural que atividades de navios, aviões e drones perto de nossas fronteiras nos forcem a tomar medidas de resposta — nossos aviões e serviços de guerra eletrônica monitoram atividades militares da Aliança perto das fronteiras russas. Mas estas são exclusivamente ações de defesa. Não temos como não responder, porque a atividade militar da OTAN, às vezes, é de caráter mais do que hostil", ressaltou.

    Falando nisso, Boris Rozhin citou o incidente com o avião do ministro da Defesa da Rússia, Sergei Shoigu, sobre o mar Báltico. Na opinião dele, é uma caraterística da atualidade, pois tais incidentes já aconteceram antes e continuam ocorrendo. "O número desses 'encontros' será variável dependendo do nível da tensão nas relações", concluiu.

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    Tags:
    intercepção, voos de reconhecimento, OTAN, Sergei Shoigu, Europa, Rússia
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