17:57 04 Agosto 2020
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    A Rússia e a China acordaram em promover ativamente uma iniciativa conjunta para regular a situação na península Coreana, disse o presidente da Rússia Vladimir Putin após as conversações com seu homólogo chinês Xi Jinping.

    A Rússia e a China propõem à Coreia do Norte a declaração de uma moratória aos testes nucleares e de mísseis, propondo aos EUA e à Coreia do Sul que não realizem exercícios militares, diz o comunicado conjunto das chancelarias da Rússia e da China sobre os problemas da península Coreana.

    "Chegamos a um acordo para promover a nossa iniciativa conjunta, baseada no plano russo de regular por etapas a situação nas Coreias e nas ideias chinesas de congelar paralelamente a atividade nuclear e de mísseis da Coreia do Norte e os exercícios em grande escala de Washington e Seul", disse o presidente russo.

    Além disso, os dois países são contra a instalação do sistema norte-americano antimísseis THAAD no Nordeste da Ásia. As partes acordaram as medidas para proteger seus interesses na área de segurança, de acordo com o mesmo comunicado.

    O documento indica que a instalação dos sistemas mencionados "prejudica gravemente os interesses de segurança estratégica dos Estados da região, inclusive a Rússia e a China, não contribuem para a desnuclearização da península Coreana, bem como para a paz e estabilidade na região".

    Nota-se também que os dois países apelam aos países respectivos para cancelarem imediatamente o processo de sua instalação.

    Em julho de 2016, os EUA e a Coreia do Sul acordaram em instalar o sistema THAAD para interceptar os mísseis balísticos da Coreia do Norte se isso for necessário. A decisão tem causado preocupações da Rússia e da China, enquanto o Japão se expressou a favor desses planos, afirmando que a instalação do sistema contribuirá para a paz e estabilidade na região.

    Hoje (4), no Kremlin decorreram conversações entre o presidente russo, Vladimir Putin, e o presidente da China, Xi Jinping, que resultaram em dois comunicados aprovados e em 40 documentos assinados.

    Tags:
    encontro bilateral, negociações, Xi Jinping, Vladimir Putin, China, Rússia
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