23:27 23 Setembro 2018
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    O Presidente da Federação da Rússia Vladimir Putin e seu homólogo dos EUA Donald Trump

    Presidente Putin afirma que Rússia não considera EUA como seu inimigo

    © AFP 2018 / Odd Andersen, Jim Watson
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    Putin responde a perguntas em Linha Direta (11)
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    Em resposta à pergunta de um cidadão americano sobre a onda de russofobia nos países ocidentais, Putin lembrou que os dois países combateram lado ao lado na Segunda Guerra Mundial e adiantou que muitos dos russos têm respeito em relação às façanhas do povo americano.

    Durante a Linha Direta com o presidente russo, o tema das relações russo-americanas também foi um dos destaques.

    Falando sobre o provável encontro esperado entre os líderes russo e americano durante a próxima cimeira do G20 em julho, na Alemanha, Putin afirmou que os dois países têm esferas nas quais a cooperação é possível. Particularmente, em não proliferação das armas nucleares.

    Além disso, pode ser iniciado um diálogo sobre os problemas ambientais.

    "Temos que nos empenhar no combate à fome a nível mundial… É uma catástrofe, um dos motivos para o surgimento do radicalismo e terrorismo", sublinhou Putin. "Outra coisa é a luta contra a fome, o combate à influência negativa sobre o ambiente. Conhecemos a postura da administração atual [americana] quanto aos acordos de Paris, mas o presidente Trump não se recusa a dialogar sobre isso. Não faz sentido chegar a acordo nessa esfera sem participação dos EUA", resumiu.

    Além disso, Vladimir Putin sublinhou que Moscou e Washington se debruçaram juntos sobre o problema do programa nuclear iraniano, ou seja, há alguns exemplos de uma cooperação frutífera.

    "Ou seja, podemos encontrar um consenso, podemos trabalhar juntos. [No que se trata do] problema sírio, do problema do Oriente Médio, é evidente que sem um trabalho construtivo conjunto não se vai conseguir nada", adiantou.

    "Estamos dispostos a um diálogo construtivo", assinalou, expressando a esperança que os dois países consigam resolver juntos os problemas sírio e ucraniano.

    Ao mesmo tempo, o líder russo destacou que "os vestígios da intervenção e dos interesses americanos estão por toda a parte, onde quer que se aponte no globo".

    "Peguem em um globo, o rodem, apontem com o dedo para qualquer lugar, e vocês vão encontrar lá interesses americanos. E lá também, certamente, haverá a sua intervenção. Eu sei disso através de conversas com os líderes de quase todos os países. [Eles] não querem brigar com os americanos, por isso ninguém fala disso de forma aberta", confessou.

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