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    Os Estados Unidos já não são a "superpotência" que eram depois do fim da Guerra Fria, escreve o colunista Dave Majumdar no seu recente artigo para a mídia americana The National Interest, citando o diretor da Agência de Inteligência da Defesa dos EUA, Vincent Stewart.

    Enquanto anteriormente Washington dominava o mundo completamente, agora o país enfrenta numerosos adversários. De acordo com o autor da nota, na atualidade existem dois países que são aptos para desafiar os EUA: a Rússia e a China.

    Base militar americana com armas nucleares (foto de arquivo)
    © AP Photo / Juan Carlos Llorca
    Moscou deverá seguir modernizando suas Forças Armadas ao longo de 2017, assinalou o autor na revista The National Interest. A Rússia investe muito dinheiro na modernização das suas capacidades de defesa, particularmente em sua interoperabilidade, sistemas de controle e comando avançados e sua indústria militar.

    Majumdar recordou que, em 2015 e 2016, o Exército russo recebeu numerosos veículos blindados modernizados, como os tanques T-72B3, os veículos de combate de infantaria BMP-3 e os transportes blindados do pessoal BTR-82A.

    A modernização da Marinha russa se foca hoje em dia na frota de submarinos e no equipamento de navios com os sistemas de mísseis de cruzeiro Kalibr.

    Os planos de modernização da Força Aérea supõem a entrada em serviço de novos caças multifuncionais Su-34 e Su-35S, assim como de drones e novas munições para a aviação.

    O autor sublinha que as reformas militares russas prosseguem e que o país eslavo está criando Forças Armadas mais ágeis, capazes de realizar operações no estrangeiro.

    Entretanto, a China está se transformando em um gigante que um dia será capaz de competir lado ao lado com os EUA, indicou.

    A China segue avançando com suas reformas que buscam aumentar as possibilidades do Exército de Liberação Popular de combater em conflitos regionais e operar longe do território do país. Os líderes do gigante asiático tentam obter vantagem através do seu cada vez maior Exército, assim como através de medidas diplomáticas e econômicas para aumentar a influência do país no palco internacional, resume o autor, citando Stewart.

    Recordou que em 2016 o presidente chinês Xi Jinping tinha declarado que o objetivo estratégico de Pequim é criar um Exército potente que corresponda ao status internacional da China.

    As declarações do alto responsável americano não devem apanhar ninguém de surpresa, acredita Majumdar. O mundo unipolar dominado pelos Estados Unidos que se formou depois da dissolução da URSS era inevitavelmente uma situação temporária, conclui o autor.

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    Tags:
    corrida armamentista, defesa, geopolítica, superpotência, Forças Armadas dos EUA, China, EUA, Rússia
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