05:10 21 Outubro 2019
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    A ilha da Catedral, em Wroclav (chamada Breslau durante o domínio alemão), na Polônia (foto de arquivo)

    Maioria dos europeus não acredita que Rússia planeje invadir Polônia e países bálticos

    © AFP 2019 / NATALIA DOBRYSZYCKA
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    Em junho de 2016, na VII cúpula da Aliança Atlântica em Varsóvia, os países-membros decidiram instalar quatro batalhões internacionais na Letônia, Lituânia, Estônia e Polônia com o fim de protegê-los de uma potencial "ameaça" russa. Confira a enquete da Sputnik-Opinião sobre a posição dos cidadãos europeus e americanos quanto ao assunto.

    Na véspera da cúpula dos líderes dos países-membros da OTAN, que terá lugar em 25 de maio em Bruxelas, e tomando em conta as manobras de larga escala Tempestade Primaveril 2017 que decorrem entre 8 e 26 de maio, a empresa francesa IFop, junto com a agência Sputnik, realizou uma pesquisa para saber se os cidadãos dos países europeus e dos EUA consideram que a Rússia planeja invadir a Rússia e os países do Báltico.

    Segundo revela a enquete, a maioria dos entrevistados na Itália (69%) e Alemanha (60%), bem como 47% dos franceses, não acham que a Rússia esteja planejando organizar uma invasão contra a Polônia ou países do Báltico. Este ponto de vista é próprio, principalmente, dos representantes da geração mais velha e com ensino superior. A pesquisa revela uma correlação bastante clara entre o nível de educação e a inclinação de acreditar em uma alegada "agressão russa" — por exemplo, 54% dos franceses com estudos superiores não concordaram com a questão colocada, contra 42% dos franceses com mais baixo nível de instrução.

    Maioria dos europeus não acredita que Rússia planeje invadir Polônia e países bálticos
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    Maioria dos europeus não acredita que Rússia planeje invadir Polônia e países bálticos

    Nos EUA e no Reino Unido, pelo contrário, a maioria dos respondentes considera este cenário como provável (55% e 43% respetivamente), sendo que entre os americanos que responderam positivamente a maioria era apoiadora do Partido Democrata. Vale destacar que nestes países, a correlação é outra: pessoas com ensino superior são mais inclinados a responder positivamente.

    A enquete foi realizada pela mais antiga empresa de opinião pública francesa, a IFop, entre 21 e 25 de abril na França, Alemanha, Itália e Reino Unido e entre 21 e 27 de abril nos EUA. A pesquisa contou com a participação de 4.005 respondentes maiores de 18 anos. A amostra é representativa da população por gênero, idade e localização geográfica. A margem de erro da pesquisa é de 3,1 pontos percentuais, para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%.

    Em junho de 2016, a OTAN, sob pretexto de se proteger da alegada "agressão russa", anunciou a instalação de 4 batalhões na Letônia, Lituânia, Estônia e Polônia. Moscou, por sua vez, sublinhou repetidas vezes que a Rússia nunca atacaria nenhum dos países da Aliança. Segundo tem frisado o chanceler russo Sergei Lavrov, a OTAN sabe disso perfeitamente, mais aproveita o pretexto para colocar mais tropas junto às fronteiras russas.

    O que é a Sputnik-Opinião?

    É um projeto internacional de estudo da opinião pública que foi posto em prática a partir de janeiro de 2015. As conhecidas empresas Populus, forsa e IFop são parceiras do projeto. No quadro da Sputnik-Opinião são realizadas regularmente pesquisas em vários países da Europa e dos EUA sobre os temas sociais e políticos de maior atualidade.

    A Sputnik é uma agência de notícias e rádio com representações e redações multimídia em dezenas de países. A Sputnik inclui sites (34 ao todo), emissões rádio analógicas e digitais, aplicativos para celular e páginas nas redes sociais. As feeds de notícias da Sputnik aparecem 24 horas em inglês, árabe, espanhol e chinês.

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    agressão russa, Sputnik-Opinião, OTAN, Reino Unido, EUA, Rússia
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