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    As ações militares dos EUA na Síria e na Coreia do Norte poderiam levar a uma guerra entre Washington, Moscou e Pequim, escreve Jason Belcher em seu artigo para o portal Huffington Post. Mas os EUA poderiam sobreviver a uma guerra contra as duas potências?

    Belcher opina que, para responder a esta pergunta, dois fatores devem ser considerados: a capacidade militar e a vontade política.

    Um F/A-18E Super Hornet da Marinha dos EUA em 16 de outubro de 2014
    © Foto / US Department of Defense / John Philip Wagner Jr.
    Na Ásia, em caso de ataque dos EUA contra a Coreia do Norte, a China poderia se envolver para prevenir uma onda de refugiados norte-coreanos em suas fronteiras, diz colunista.

    Além disso, apesar da vantagem tecnológica americana, Pequim tem mais recursos humanos e vantagem territorial, pois partilha fronteira com a Coreia do Norte, facilitando, assim, o envio de tropas mais rapidamente. Mesmo que os EUA, com ajuda da Coreia do Sul, consigam derrotar a Coreia do Norte, os sul-coreanos vão continuar a batalha, julga Belcher.

    "De qualquer maneira, pelo menos uma metade da península será destruída", diz o autor do artigo, publicado no Huffington Post.

    A Rússia, por sua vez, vai defender seus interesses nacionais na Síria. "Não há fundamento algum para supor que Rússia não lutará", diz Belcher.

    O autor lembra que os conflitos tendem a ser mais prolongados e mais difíceis do que é esperado. Nesse sentido, para ganhar uma guerra contra as duas potências, EUA teriam de recrutar seus reservistas, o que geraria uma tempestade política e despertaria um movimento antimilitar.

    Além disso, de acordo com dados citados por Belcher, 75% dos reservistas norte-americanos não correspondem aos padrões militares e sofrem de obesidade ou abuso de drogas. Assim, pontos positivos de utilização das reservas não são percebidos pelo autor do artigo.

    O analista afirma que a realização de operações em uma dúzia de países, como atualmente fazem os EUA, não é o mesmo que realizar uma guerra contra duas ou mais potências. Além disso, a Rússia e a China possuem armas nucleares – armamento capaz de conter os ataques dos EUA.

    "Se acabarmos com as forças convencionais da Rússia e da China, estes países poderiam lançar um ataque nuclear desesperado para evitar a derrota. Se não acabarmos com suas forças militares, não poderemos assegurar a vitória. Este dilema poderia prolongar o conflito, criando obstáculos difíceis para a vontade política dos EUA, país que já se encontra dividido", escreveu o colunista.

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    Tags:
    míssil balístico, Rússia, China, Coreia do Sul, Coreia do Norte, EUA
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