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    Entrevista coletiva da representante oficial da chancelaria russa, Maria Zakharova, em 16 de março de 2017

    Moscou: 'Se os EUA são a consciência do mundo, por que não veem o que se passa no Iêmen?'

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    A representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, comenta as recentes declarações do embaixador dos EUA na ONU de que os EUA são a "consciência moral" do mundo.

    Os EUA não podem ser a "consciência moral" do mundo de maneira alguma porque ignoram a catástrofe humanitária do povo do Iêmen, disse Zakharova nesta quinta-feira (30) durante sua conferência de imprensa semanal.

    As declarações de Moscou são uma resposta a Nikki Haley, a embaixadora dos EUA na ONU, que disse na quarta-feira que Washington é a "consciência moral" do mundo e não desistirá desse papel, ao mesmo tempo em que chamou de "corrupto" o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, sem fornecer qualquer prova de suas acusações.

    "Uma nova consciência híbrida"

    Comentando as palavras de Haley, a representante oficial da chancelaria russa se perguntou por que Washington, sendo "a consciência do mundo", não vê "o que está acontecendo com as pessoas no Iêmen", e acrescentou que talvez se trate de uma espécie de "nova consciência híbrida", que não envia nenhum sinal para o mundo.

    Zakharova salientou que a consciência "não pode ser tão cega" e não pode "se atrofiar a tal ponto", o que torna provável que "não haja nenhuma [consciência] em absoluto".

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    Tags:
    consciência, ONU, Nikki Haley, Maria Zakharova, Iêmen, EUA, Rússia
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