19:00 23 Agosto 2019
Ouvir Rádio
    O magnata George Soros chega para discursar no Clube Rússia Aberta em Londres, em 20 de junho de 2016 (foto de arquivo)

    Já basta! Governos europeus se manifestam cada vez mais contra Soros

    © REUTERS / Luke MacGregor
    Mundo
    URL curta
    19362

    Apesar de uma série de países europeus terem empreendido passos para limitar a atividade de organizações não governamentais americanas que promovem ostensivamente a “democracia e a globalização” ao mesmo tempo que procuram alcançar a mudança de regimes em certos países, é pouco provável que os EUA parem de “exportar a democracia” em todo o mundo.

    Vários países europeus, inclusive a Hungria, a Polônia e a República Tcheca, são muito críticos em relação às organizações não governamentais (ONGs) apoiadas pelos EUA.

    Grupos afiliados com o bilionário americano George Soros são os mais visados pela onda de críticas, sendo que conhecidas figuras políticas, como o premiê húngaro Viktor Orban e o presidente tcheco Milos Zeman, acusaram estas entidades de interferir nos assuntos internos de diferentes nações.

    Entretanto, Anatoly Petrenko, professor na Academia de Gestão Social, afirmou à Sputnik Internacional que, apesar da reação dos líderes europeus, é pouco provável que os EUA deixem de usar as ONGs com o objetivo de fazer avançar a sua agenda nos países estrangeiros.

    "Simplesmente digamos que é uma maneira muito prática de 'exportar a democracia', por assim dizer. Talvez haja alguma espécie de transformação e elas [as ONGs] passem a usar métodos mais sofisticados. Pode ser que estas organizações retornem a seus métodos originais, [que elas usavam] quando treinavam e doutrinavam as pessoas em vez de as porem diretamente nas ruas", disse Petrenko.

    O especialista também expressou seu ceticismo em relação às declarações de que estas entidades não têm nada a ver com o governo dos EUA.

    "Tudo o que estas organizações fazem, é feito com determinados meios financeiros, meios que elas recebem do orçamento. Isto não é a mesma coisa que o financiamento por parte de Soros, que fez fortuna e agora está gastando dinheiro com a democracia global", explicou o professor.

    Mais cedo, o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que os EUA não tentariam mais impor o seu sistema político a outros países, e, de acordo com Petrenko, os líderes europeus consideraram esta declaração como uma espécie de sinal para eles.

    "Aparentemente, eles entenderam a declaração de Trump (de que os EUA se absteriam de impor sua democracia aos outros) como uma espécie de sinal de que agora eles podem limitar as atividades destas organizações [as ONGs apoiadas pelos EUA] em seus países. Entretanto, ainda não está claro se eles [os líderes europeus], vão realmente fazer alguma coisa em relação a isso", observou o acadêmico.

    Mais:

    A ideologia de Soros exposta: nova ordem mundial pós-moderna, pós-família e pós-fronteira
    Americanos assinam petição pedindo a Trump para expulsar Soros dos EUA
    Soros brinca com títulos de maiores empresas americanas após eleição de Trump
    Tags:
    democracia, financiamento, ONG, Donald Trump, George Soros, República Tcheca, Hungria, EUA, Europa
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik
    • Comentar