05:28 26 Outubro 2020
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    As elites políticas de ambos os lados do Atlântico estão perdendo a noção da realidade devido à teoria da conspiração e russofobia, considera o colunista britânico Brendan O'Neill.

    O jornalista escreve que, depois do Brexit e da vitória de Trump, as classes governantes dos países ocidentais literalmente "enlouqueceram".

    A teoria da conspiração, construída em torno da "intervenção dos hackers russos nas eleições" foi aceita não apenas pelos políticos americanos. Por exemplo, Ben Bradshaw, parlamentar britânico, recentemente declarou que a Rússia "quase de certeza" teve influência no referendo sobre a permanência do Reino Unido na União Europeia.

    "'Quase de certeza' neste caso significa: 'Não tenho prova nenhuma, mas tenho o pressentimento'", ironiza o autor do artigo, publicado no semanário The Spectator.

    O analista destaca também que várias matérias da mídia ocidental estão cheias de "horror dos liberais perante os russos que ameaçam destruir seus governos". Assim, em uma das edições da revista The New Yorker o Kremlin é representado como uma nave alienígena armada de armas laser. Cada jornalista que escreve sobre "nova Guerra Fria" costuma mencionar "a morte e nascimento de novos mundos", o que, de acordo com Brendan O'Neill, é um sintoma óbvio de paranoia.

    Tal histeria não tem qualquer fundamento mas a sua escala impressiona. De acordo com resultados de uma enquete realizado pelo centro de pesquisa YouGov, 50% dos eleitores do Partido Democrata dos EUA estão seguros de que a Rússia "teve influência" no resultado das eleições.

    "E este delírio continua se espalhando", escreve o jornalista.

    "Meu Deus! Que aconteceu com estas pessoas? Será que elas acreditam na verdade que foi Putin que organizou o Brexit? Que foram os russos que influenciaram os resultados das eleições nos EUA? Eles piraram completamente. De uma vez por todas. Os que sempre se vangloriaram de sua racionalidade estão espalhando a paranoia", resume o autor do artigo.

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    Tags:
    inteligência, relações internacionais, paranoia, russofobia, Rússia, Reino Unido, EUA
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