11:18 13 Dezembro 2017
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    Soldado russo conversa com crianças sírias em Aleppo (Arquivo)

    Rússia acusa UE de piorar crise humanitária na Síria com sanções

    Ministério da Defesa da Federação da Rússia
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    A Embaixada da Rússia no Reino Unido divulgou um comunicado nesta quinta-feira fazendo duras críticas às sanções impostas pela União Europeia à Síria, e pedindo ao bloco ocidental para reconsiderar sua posição, uma vez que essas medidas só servem para agravar a situação humanitária na república árabe.

    A declaração tem como pano de fundo a recente decisão da UE de prolongar as sanções contra a Síria, incluindo embargo de petróleo, restrições de investimentos e proibições de exportação de equipamentos e tecnologias, pelo menos até junho. 

    "Nós não temos dúvidas de que nossos parceiros ocidentais querem ajudar aqueles que estão em uma situação terrível. No entanto, essa política de sanções obviamente contradiz o seu desejo de aliviar o sofrimento dos sírios. Esperamos que o senso comum e a compaixão prevaleçam sobre considerações políticas e ideológicas em Bruxelas, e que as sanções sejam levantadas em breve", afirmou o serviço de imprensa da embaixada

    Cerca de 13,5 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Síria, sendo quase metade delas crianças. Aproximadamente, 4,5 milhões vivem em lugares de difícil acesso e meio milhão estão presas em áreas sitiadas, sem acesso a alimentos, água, eletricidade ou itens médicos, segundo o Programa Alimentar Mundial da ONU.

    De acordo com a Rússia, as medidas restritivas dificultam, entre outras coisas, a aquisição de remédios, materiais e equipamentos extremamente necessários. E, além disso, até as atividades das agências humanitárias e de caridade sírias são afetadas, "sob o pretexto de que elas estão ligadas a pessoas do círculo do presidente Bashar Assad". 

    "A Rússia se opõe veementemente às sanções impostas pela UE à Síria, que já prejudicaram significativamente a sua economia e tiveram um impacto negativo no bem-estar dos sírios em geral. Além das perdas econômicas, as restrições criaram sérios obstáculos à reconstrução do país, destruído, e ao restabelecimento da capacidade do governo de prestar serviços à população civil."

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    Tags:
    crise humanitária, UE, União Europeia, ONU, Bashar Assad, Londres, Bruxelas, Síria, Reino Unido, Moscou, Rússia
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