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    A OTAN deve manter contatos com a Rússia, mas ao mesmo tempo se preparar para rechaçar um ataque de Moscou caso seja necessário, afirmou o novo secretário de Defesa dos EUA, James Mattis, durante primeira viagem oficial à Europa.

    "Embora os EUA a e Aliança queiram um diálogo com a Rússia, ao mesmo tempo temos que nos defender se a Federação da Rússia decidir atuar em detrimento do direito internacional", afirmou Mattis, também conhecido pela alcunha "cão furioso", durante uma reunião dos ministros da Defesa dos países-membros da OTAN em Bruxelas.

    Segundo o titular da pasta, a Aliança não está disposta a "render os valores da União [da OTAN] ou permitir que as ações de Moscou falem mais alto que as outras nesta sala".

    "Vamos reforçar a Aliança e se defender, mesmo esperando que a Rússia cumpra suas obrigações do Ato fundador Rússia-OTAN", acrescentou Mattis.

    O chefe do Pentágono afirmou que os EUA estão prontos para preservar abertos os canais políticos de cooperação e reduzir as tensões.

    "Continuamos abertos quanto à possibilidade de recuperar a cooperação com Moscou, mas ao mesmo tempo continuamos realistas quanto às nossas esperanças e garantimos que nossos diplomatas conduzam negociações a partir da posição de força", disse Mattis, citado pela CNN.

    Ele também frisou que manter equilíbrio entre a cooperação e confrontação é uma situação estratégica pouco favorável.

    Nesta quarta-feira (15), o secretário da Defesa norte-americano, James Mattis, partiu para a Europa pela primeira vez após assumir suas funções, com o fim de atender à reunião dos ministros da Defesa dos países-membros da OTAN em Bruxelas.

    Após este encontro, Mattis seguirá para a Alemanha, onde participará da Conferência de Segurança anual em Munique entre 17 e 19 de fevereiro, sendo que lá ele terá reuniões com seus homólogos de outras grandes nações de todo o mundo, comunicou o Departamento de Defesa na sexta-feira passada (10).

    Ainda em Bruxelas, Mattis também receberá uma reunião de ministros dos países que fazem parte da coalizão internacional de combate ao Daesh.

    Durante sua campanha, Trump reiterou sua atitude crítica em relação à OTAN, chamando-a de "ultrapassada" e deixando em dúvida o compromisso dos EUA quanto à Aliança.

    O presidente insistiu que os principais aliados dos EUA, como a Alemanha, devem dar uma maior contribuição financeira no que se trata da segurança europeia e desempenhar um papel militar muito maior no seu continente do que tem acontecido ao longo dos 28 anos após o colapso da União Soviética.

    Ao longo dos últimos anos, a Rússia tem assinalado ações ativas sem precedentes da OTAN junto às suas fronteiras ocidentais. A Aliança, por sua vez, continua ampliando o conjunto de iniciativas para "conter a agressão russa".

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    Tags:
    cooperação estratégica, Pentágono, OTAN, James Mattis, Bruxelas, EUA, Rússia
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