21:11 30 Novembro 2020
Ouvir Rádio
    Mundo
    URL curta
    81231
    Nos siga no

    O princípio de "uma só China", que descarta a possibilidade de independência para Taiwan, "não é negociável" e constitui a base definitiva para as relações EUA-China, disse neste sábado (14) o Ministério das Relações Exteriores chinês, em resposta aos recentes comentários do presidente eleito dos EUA, Donald Trump.

     

    A chancelaria chinesa também pediu às "partes relevantes" nos EUA que reconheçam a sensibilidade da questão de Taiwan. 

    A declaração veio como resposta às observações feitas por Trump em sua entrevista ao Wall Street Journal na sexta-feira (13), quando o presidente eleito disse que poderia considerar o fim do acordo de longa data com Pequim sobre o estatuto das relações com Taiwan. "Tudo está em negociação, incluindo a 'uma só China'", disse Trump durante a entrevista.

    Depois de ganhar a eleição presidencial nos EUA, o republicano recebeu um telefonema da líder de Taiwan, Tsai Ing-wen, que o parabenizou pela vitória. O magnata agradeceu a Ing-wen pelos parabéns, provocando os protestos de Pequim.

    O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, disse em entrevista coletiva neste sábado que "o princípio de uma só China é a pedra angular do desenvolvimento saudável das relações [sino-americanas], e não queremos nenhuma interferência ou destruição desse fundamento político".

    Trump, então, chamou toda a situação de “hipócrita”, salientando que os EUA "podem vender a eles [a Taiwan] US$ 2 bilhões nos melhores e mais recentes equipamentos militares, mas não estamos autorizados a aceitar um telefonema".

    Os EUA reconheceram Taiwan como parte de "uma só China" em 1979, embora continuem a manter relações com a ilha.

    Mais:

    China adverte eventuais dificuldades nas relações com EUA após posse de Trump
    Trump pronto para discutir 'uma China só'
    Trump ainda não é presidente, mas China já 'apalpa o terreno'
    Tags:
    relações, independência, princípio, uma só China, Donald Trump, Taiwan, Pequim, EUA, China
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar