09:04 21 Agosto 2019
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    Jornalista e fundador do WikiLeaks Julian Assange ao dar um discurso on-line na conferência internacional sobre a mídia

    WikiLeaks transmite coletiva de imprensa sobre relatório da CIA e eleições nos EUA

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    O WikiLeaks transmite nesta segunda-feira (9) a sua coletiva de imprensa sobre o relatório da CIA, que trata das eleições presidenciais de 2016 nos EUA.

    Aqui você pode acompanhar a transmissão no Periscope.

    O relatório da CIA em questão trata da alegada interferência da Rússia nas presidenciais estadunidenses de 2016, quando o republicano Donald Trump venceu, derrubando as previsões das enquetes e especialistas.

    Julian Assange, fundador do WikiLeaks, qualificou este relatório como um "comunicado de imprensa", cuja finalidade é produzir "um efeito político".

    Ele disse que o documento tem um "peso nulo como evidência".

    Até ao ponto de os autores dele nem saberem quando foi hackeado o Comitê Democrático Nacional (DNC), estado-maior da campanha da democrata Hillary Clinton.

    Sem falsificação

    Comentando as acusações de relatórios e vazamentos falsificados, o fundador do WikiLeaks disse que não há falsificação ou fraude informacional em nenhuma publicação do site do grupo.

    Já à pergunta sobre se a fonte dos vazamentos sobre a campanha de Hillary Clinton estaria ligada ao governo da Rússia, Assange respondeu que a fonte não tem ligações governamentais.

    "Nós estamos empenhados em proteger as nossas fontes. Se a nossa fonte fosse um Estado, nós teríamos muito menos empenho em protegê-la", disse.

    Americanocentrismo

    Outra pergunta tratou sobre o eventual "americanocentrismo" do WikiLeaks, alegando que o site deixou de publicar vazamentos sobre política internacional.

    Respondendo, Julian Assange sugeriu que todo o mundo está interessado em conhecer vazamentos dos EUA, sendo este país uma potência mundial que tem bases militares instalados pelo planeta inteiro.

    Outro internauta perguntou qual seria a resposta do WikiLeaks a pessoas que consideram a atividade recente do site como um apoio aberto a Donald Trump. O tweet foi deletado logo depois de a pergunta ser respondida.

    A resposta frisou que os membros da equipe do WikiLeaks se tornaram "os principais especialistas em assuntos do Departamento de Estado dos EUA e <…> Hillary Clinton".

    "No que toca a Trump, é uma situação interessante, a população dos EUA se virou contra a elite. Quando as elites deixam de ouvir a população, a população deixa de ouvir as elites", disse Assange, ressaltando que "Donald Trump é aquilo que as elites não gostam".

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    Tags:
    eleições 2016, WikiLeaks, EUA
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