03:16 24 Abril 2019
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    Os soldados do exército dos EUA da 101ª Divisão Aerotransportada

    Quais são as chances do futuro chefe do Pentágono aplicar ações severas contra China?

    © AFP 2019 / FILES DAVID FURST
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    A possível nomeação do famoso general norte-americano James Mattis à chefia do Ministério da Defesa dos EUA direciona o país norte-americano a um rumo específico das relações com a região da Ásia-Pacífico.

    A possível nomeação do militar de 66 anos pode levar à escalação de conflitos, nos quais os Estados Unidos participam, acredita o especialista militar russo, Vasily Kashin.

    Em entrevista à Sputnik China, ele destacou que muitos especialistas creem que a região da Ásia-Pacífico será prioridade na política externa de Trump. Numerosas declarações feitas por membros da equipe do presidente-eleito republicano sublinham que o novo líder norte-americano partilha ideias estratégicas encontradas na política elaborada por Barack Obama e Hillary Clinton de "retorno à Ásia".

    Entretanto, Trump e o seu retorno não estão satisfeitos com realização desta política e classificam as ações dos seus antecedentes como incoerentes e incompletas. Os conselheiros do bilionário, sendo eles Peter Navarro e Michael Pillsbury, opinam que os EUA ofereceram pouca ajuda aos seus aliados, por exemplo, Filipinas.

    Tal fraqueza da política norte-americana causou a procura de compromisso com Pequim pelos Estados da região Ásia-Pacífico, creem os dois consultores de Trump.

    O próprio Mattis, no ano passado, criticou a posição da administração de Obama pelo apoio insuficiente aos aliados. Ele detalhadamente destacou o tema da China e sublinhou que a China tenta destruir a aliança dos EUA com tais parceiros como o Japão e a Coreia do Sul.

    O recém-nomeado ministro da Defesa dos EUA crê que o seu país deve desempenhar papel ativo na manutenção da ordem mundial estável, controlado por Washington.

    Sendo assim, os Estados Unidos devem prestar apoio ágil e eficaz aos seus aliados e aplicar força para conter todos os países que minam esta ordem. Por exemplo, Mattis criticou inúmeras vezes o acordo nuclear com o Irã, pois considera o país em questão como a ameaça mais séria "à ordem existente" no Oriente Médio.

    Durante entrevista à Sputnik China, o especialista russo relembrou a citação de Mattis sobre a importância de estar pronto a aplicar força e para escalação em geral:

    "…nós não queremos antecipadamente afirmar para os nossos rivais de que eles não verão soldados norte-americanos no terreno. Se uma brigada de nossos aerotransportados ou batalhões anfíbia de fuzileiros navais puder dar reforço aos nossos aliados num ponto decisivo ou provocar caos e humilhar nossos rivais, nós devemos fazer o que é necessário usando nossas forças que existem para isso."

    Além desta citação o militar fez muitas outras relacionadas ao uso da força militar.

    Não obstante ao choque que ele causa, muitos especialistas que conseguiram falar com ele acreditam que tal característica faz parte dele, ou seja, a de valentão que brande armas, mas essa não corresponde à verdadeira personalidade de Mattis.

    Segundo especialistas, o general é mais flexível e intelectual que não só compreende assuntos militares, mas também sabe muito sobre história e política internacional.

    O especialista russo classificou o futuro ministro da Defesa dos Estados Unidos assim:

    "Ele não um louco feroz, mas, provavelmente, desempenhará este papel. Mais ou menos a mesma linha de comportamento teve o presidente norte-americano Ronald Raegan e a sua administração em relação à União Soviética. Agora Trump e os que o cercam declaram diretamente a prontidão de aplicar métodos de Raegan na formação da política em relação à China."

    Há grandes chances de Mettis não apoiar fortes ações militares contra a China, mas caso o conflite se inicie, ele irá até o final, conclui Kashin.

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    Tags:
    retórica, escalada, James Mattis, Donald Trump, China, EUA
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