Hackers militares dos EUA afirmam terem invadido sistemas de comando do Kremlin

© Sputnik / Natalya Selivyorstova / Acessar o banco de imagensTorres do Kremlin de Moscou, agosto de 2016
Torres do Kremlin de Moscou, agosto de 2016 - Sputnik Brasil
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Os hackers militares dos EUA penetraram na rede elétrica russa, nas redes de telecomunicações e nos sistemas de comando do Kremlin, tornando-os vulneráveis ​​ao ataque de armas cibernéticas secretas norte-americanas, de acordo com uma série de reportagens da rede de televisão NBC News.

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A emissora divulgou a suposta invasão em uma série de relatos, explicando que os esforços dos EUA seguem as alegações, também feitas por políticos do país, de que a Rússia, a China e outras nações teriam implantado malwares escondidos em partes da infraestrutura crítica dos EUA.

A invasão de todos os lados parece anunciar a preparação para uma guerra total no ciberespaço, de acordo com a NBC News, que disse ter sido informada por um oficial da inteligência dos EUA e por documentos altamente secretos aos quais teve acesso. Ao mesmo tempo, a emissora minimizou a perspectiva de uma guerra cibernética, fazendo parecer como se o vazamento fosse um “aviso” aos “adversários” dos EUA.

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A NBC News tentou então ligar seu explosivo relato às eleições presidenciais da próxima terça-feira, citando preocupações sobre ataques de “hackers russos” que ficariam muito aquém do cenário apocalíptico que o relato implicava.

Em vez disso, a rede explicou as preocupações relacionadas às eleições dos EUA como "malícias cibernéticas”, o que poderia envolver a liberação de documentos falsos ou a criação de contas falsas de mídia social para espalhar informações errôneas. 

A administração Obama criou uma narrativa pública, mas não confirmada, de que hackers controlados pelo governo russo teriam conseguido acessar os e-mails da sede do Partido Democrata, um computador privado usado pela candidata presidencial Hillary Clinton enquanto ela servia como secretária de Estado, e computadores usados ​​pelo gerente de campanha de Clinton, John Podesta. Segundo a narrativa, a Rússia roubou os e-mails e deu as mensagens para o WikiLeaks, que tem inundado a internet diariamente com o material. 

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Moscou nega qualquer responsabilidade pelos ataques cibernéticos contra Clinton, e as ligações entre o WikiLeaks e a inteligência russa nunca foram comprovadas. Além disso, relatórios recentes da mídia norte-americana indicam que o servidor privado que Clinton usou para tratar de negócios oficiais durante seu mandato como secretária de Estado tinha sido invadido por pelo menos cinco serviços de inteligência estrangeiros. 

Os e-mails revelaram-se especialmente embaraçosos para a campanha de Hillary ao revelar decisões no Departamento de Estado que favoreceram grandes doadores da Fundação Clinton.

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