22:55 24 Novembro 2020
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    A delegação russa no escritório das Nações Unidas em Genebra divulgou um documento mostrando que as ações da coalizão militar liderada pelos Estados Unidos na Síria levaram a um grande número de mortes de inocentes ao longo dos últimos 12 meses.

    Esse relatório, intitulado "Lista de crimes de guerra cometidos por EUA e aliados na Síria", traz uma análise detalhada das ações da coalizão na república árabe desde o final do ano passado.

    Segundo esse documento, a grande série de mortes de inocentes teria começado em 10 de outubro de 2015, quando um ataque da coalizão americana contra uma instalação de energia de Aleppo deixou toda a cidade sem eletricidade, incluindo os hospitais, seguido de um bombardeio, em 6 de dezembro, contra um depósito de armas do exército sírio na província de Deir ez-Zor, que matou quatro soldados e feriu outros 16. 

    Neste ano, em 17 de fevereiro, a coalizão lançou um ataque contra um hospital da organização Médicos Sem Fronteiras em Maarrat al-Nu'man, na província de Hama, matando nove pessoas e deixando outras 26 feridas. Em julho, no dia 19, outro bombardeio da coalizão, em Aleppo, matou 125 civis e destruiu uma série de prédios residenciais na região e, em seguida, outros 41 civis foram mortos em uma vila perto de Manbij. E, no dia 5 deste mês, forças ocidentais provocaram a morte de mais 20 civis em Aleppo, incluindo três crianças.

    Na última quinta-feira, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia enviou para a ONU uma "Análise Comparativa da implementação dos acordos russo-americanos" na Síria, indicando os esforços feitos pela parte russa para a pacificação do país e para combater o terrorismo internacional. De acordo com a porta-voz da chancelaria russa, Maria Zakharova, Moscou pretende mostrar, para evitar especulações, que foram os americanos que falharam em cumprir os seus acordos com a Rússia.

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    Tags:
    MSF, ONU, Maria Zakharova, Hama, Maarrat al-Nu'man, Manbij, Deir ez-Zor, Aleppo, Síria, Rússia, EUA
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