11:15 08 Dezembro 2019
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    Soldados das Nações Unidas controlam distribuição de alimentos para refugiados do Sudão do Sul

    China: Acusações dos EUA sobre 'covardia' de forças de paz são 'especulações maliciosas'

    © REUTERS / Adriane Ohanesian
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    A China classificou como "especulações maliciosas" as afirmações dos EUA de que as forças de paz chinesas no conflito do Sudão do Sul deixaram seus postos, largando suas armas e munições. A informação é de um representante do Ministério da Defesa chinês, citado pela agência Huanqiu Shibao.

    As acusações de passividade e covardia em relação às forças de paz chinesas estão contidas no relatório da ONG norte-americana com base em Washington 'Center For Civilians en Conflict' (CIVIC). 

    De acordo com o porta-voz do Ministério da Defesa da China, Yang Yujun, o relatório da CIVIC contêm "alegações infundadas", sendo "irresponsável" e "prejudicial", visto que foi publicado antes do final da investigação dos incidentes em Juba (capital do Sudão do Sul). 

    Em entrevista à agência Sputnik, o especialista militar do Instituto de Estudos do Extremo Oriente da Academia de Ciências da Rússia, Pavel Kamennov, afirmou que o relatório da CIVIC foi elaborado com base no esquema de tecnologias políticas utilizadas pelos EUA nos últimos anos em vários níveis nas mais diversas ocasiões.  

    "Este não é o primeiro caso assim da parte dos americanos, quando a carroça vai na frente dos bois. É o mesmo precedente que os americanos criaram em relação à Rússia para investigar as circunstâncias do acidente do Boeing da Malásia", disse ele. 

    "Ou seja, ele já possuem previamente uma decisão sem investigação. Os Estados Unidos usam essa prática constantemente. Apesar de que, na verdade, se ocorreram alguns incidentes, eles devem ser investigados. Claro, não qualquer um, mas a ONU, porque as força de paz são um prerrogativa das Nações Unidas", continuou o especialista. 

    Segundo Kamennov, para se ter uma imagem real dos acontecimentos é preciso esperar que essa investigação seja levada até o fim. 

    "Além disso, eu nunca encontrei informações sobre a China não ter cumprido com suas tarefas em relação às forças de paz […] Há uma luta contra a China na arena internacional, em nível mundial. A China compete pelo papel de dirigir a ordem mundial, sendo melhor para lidar com estes problemas do que, digamos, os EUA. Por isso, os EUA se opõem a isso com todas as suas forças", disse ele

    "Eu acredito que o barulho em torno das forças de paz chinesas no Sudão do Sul é uma consequência da luta com a China por autoridade no cenário internacional", destacou. 

    Já o especialista do Centro de Relações Internacionais da Universidade de Comunicação da China, Mian Yang, falou à Sputnik que o ataque de informação contra as forças de paz da China pode estar ligado ao objetivo de manchar a reputação chinesa nas eleições para a presidência do Departamento de Operações de Manutenção de Paz da ONU.   

    "Eu acho que tais planos são possíveis. A CIVIC é uma organização não-governamental, a sua relação com o governo dos EUA atualmente ainda não é muito claro para nós. Enquanto isso, em seu relatório, é possível ver que eles desfrutam da oportunidade de fabricar rumores absurdos sobre a China", analisou.

    "O porta-voz do Ministério da Defesa da China, Yang Yujun, respondeu a isso dizendo que, depois da eclosão do conflito, as forças de paz chinesas continuaram a manter postos de guarda firmemente, tomando medidas práticas e cooperando com parceiros na missão de paz e no campo de refugiados. Eu acredito que os Estados Unidos são muito hostis, muitas organizações se opõem à China, tentando criticar indiscriminadamente a China", completou o especialista. 

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    Tags:
    ordem mundial, acusações, forças de paz, ONU, China, EUA, Sudão do Sul
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