13:51 20 Novembro 2019
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    Programador russo Sergei Mironov chega a Moscou após ser detido na Armênia a pedido dos EUA

    Armênia se recusa a extraditar programador russo para os EUA

    © Sputnik / Евгения Новоженина
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    O Tribunal Civil de Recursos da Armênia rejeitou nesta quarta-feira (5) uma moção feita pela procuradoria do país contra a libertação do cidadão russo Sergei Mironov, cuja extradição havia sido pedida pelos EUA sob acusações de lavagem de dinheiro e transferência ilegal de tecnologia norte-americana.

    Mironov, que trabalha para a Synesis — uma companhia de alta tecnologia com sede em Moscou —, foi detido no aeroporto de Erevan em 28 de agosto, a pedido do governo norte-americano, mas foi liberado três dias depois por decisão de um tribunal distrital da Armênia e retornou à Rússia em 31 de agosto. Os promotores armênios, então, recorreram da decisão apelando à máxima instância do país para apresentação de recursos. 

    O programador russo é acusado por Washington de ter vendido ilegalmente tecnologia com aplicações militares para outro país (não especificado pelas autoridades norte-americanas), bem como de ter lavado o dinheiro proveniente da transação, que somaria cerca de 50 mil dólares. Mironov nega todas as acusações e afirma que, além de não ter tido nenhum acesso a tecnologias militares, só esteve nos EUA uma única vez, em 2013. 

    O interesse dos EUA, supostamente, deve-se ao fato de a Synesis ter uma representação no território do país — mais especificamente, na Carolina do Norte. A companhia é uma das poucas no mundo que já desenvolveu tecnologias de vigilância eletrônica baseadas na análise inteligente de vídeos, isto é, sem a necessidade de humanos que monitorem as câmeras 24 horas por dia em busca de invasores, por exemplo. 


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    Tags:
    extradição, vídeos, vigilância eletrônica, venda, tecnologia, transferência, lavagem de dinheiro, Synesis, Sergei Mironov, EUA, Rússia, Armênia, Erevan, Moscou
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