16:47 28 Janeiro 2020
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    Moscou tornou público o texto completo do acordo entre Rússia e EUA sobre a Síria. O documento foi divulgado no site do Ministério das Relações Exteriores da Rússia nesta terça-feira (27).

    Ao comentar a divulgação do documento, a diplomacia russa informou que havia proposto tornar o texto público, no entanto, Washington recusou-se a fazê-lo. Segundo o Ministério das Relações Exteriores russo, a recusa da divulgação do acordo causou "algumas dúvidas se os EUA são sincero ou não".

    "A falta de vontade dos EUA de confirmar publicamente o seu compromisso de separar a oposição e a Frente al-Nusra, afiliada da Al-Qaeda na Síria, e realizar conjuntamente ataques contra terroristas e seus parceiros no crime que não interromperam as hostilidades chama uma atenção especial ", afirmou a diplomacia russa.

    A Rússia pediu mais uma vez aos EUA cumprissem a sua promessa de separar os rebeldes sírios "moderados" e a Frente al-Nusra, visto que "muitos grupos rebeldes que Washington considera 'moderados' estão lutando juntamente com a Frente al-Nusra e até mesmo se fundiram com ela".

    O documento da diplomacia russa ressalta que nem o exército sírio, nem os rebeldes, estão autorizados a ocupar novos territórios, controlados pela outra parte do conflito.

    "Repetimos que a política de conivência com os terroristas causa problemas", enfatizou a chancelaria.

    Apesar das críticas, a chancelaria expressou a esperança de que os Estados Unidos ainda cumpram as suas obrigações de distinguir a oposição moderada dos terroristas, o que, segundo o documento publicado pela Rússia, é um assunto prioritário na Síria. 

    Moscou ainda pediu que Washington tornasse público o mandato do centro conjunto de coordenação dos ataques aéreos contra os terroristas na Síria e o acordo sobre o monitoramento de uma estrada para Aleppo.

    Foi destacado também que todos os sírios, incluindo membros da oposição armada, podem deixar Aleppo através da estrada de Castello.

    Em 9 de setembro, o chanceler russo, Sergei Lavrov, e o secretário de Estado, John Kerry, anunciaram um novo plano sobre a Síria, estipulando um cessar-fogo que entrou em vigor em 12 de setembro. No entanto, a trégua foi declarada ineficaz devido às numerosas violações do cessar-fogo pelos rebeldes sírios.

     

     

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    Tags:
    documento, acordo, cessar-fogo, Síria, Moscou, EUA, Rússia
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