16:08 18 Fevereiro 2020
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    Ex-chefe da diplomacia sérvia e ex-presidente da Assembleia Geral da ONU, Vuk Jeremic ultrapassou seu colega da Eslováquia Miroslav Lajcak e agora ocupa o segundo lugar na corrida ao posto de Secretário-Geral da ONU.

    Na quinta rodada das votações, que foi realizada na segunda-feira (26), o candidato da Sérvia ganhou oito votos "a favor" e seis "contra", um boletim foi devolvido com a inscrição "a opinião não foi expressa". A próxima rodada será realizada em 5 de outubro e os candidatos verão se têm o apoio dos membros permanentes do Conselho de Segurança, que por sua vez têm direito de veto.

    Jeremic disse à Sputnik Sérvia que ele "conseguiu alcançar a posição de liderança na Europa de Leste e agora quase tudo depende dos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU".

    O político notou que, qualquer que seja a forma como decorra a votação, "nós devemos estar contentes com o fato de termos melhorado o prestígio da Sérvia no mundo. Nós continuamos trabalhando com os membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU e com todos os que votarão na primeira semana de outubro".

    Enquanto isso, ele deixou sem quaisquer declarações ou comentários a recente divulgação feita pelo Guardian de que os EUA bloquearão, com uma probabilidade de quase 100%, a candidatura sérvia — porque ainda não "perdoaram" a oposição expressa à independência de Kosovo.

    Os americanos também acusam Jeremic de retórica nacionalista, mas mesmo assim ele se distingue de forma positiva de outros candidatos, especialmente pelo fato de ter proposto uma reforma da ONU, especificada em 80 páginas, não só do ponto de vista do desenvolvimento e missões de paz, mas também da diminuição da burocracia e corrupção na entidade internacional.

    É uma posição muito favorável, tendo em conta em particular que vários políticos já tinham declarado a necessidade de adaptar mais a ONU à atualidade.  O presidente turco Recep Tayyip Erdogan, nomeadamente, já tinha destacado este fato e o presidente do Zimbabué Robert Mugabe apoia a mesma posição.

    O ex-embaixador da Sérvia na ONU Pavle Jevremovic, em conversa com a Sputnik Sérvia, disse que o tópico não é novo, já nos anos 1960 a Indonésia tinha proposto a criação de uma entidade internacional alternativa à ONU.

    "Há compreensão da necessidade de mudanças porque os mecanismos atuais já se tornaram obsoletos, mas os processos são muito difíceis dos pontos de vista jurídico e político, porque é preciso o consenso de todos os cinco membros do Conselho de Segurança da ONU", destacou Jevremovic.

    O diplomata acredita que os motivos para mudanças podem aparecer após o mundo entrar em um período mais pacífico, sem a confrontação diária.

    Tags:
    eleições, reforma, Conselho de Segurança da ONU, Sérvia
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