10:50 17 Dezembro 2018
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    Militantes armados leais aos rebeldes houthis, Sanaa, Iêmen, 20 de junho de 2016

    Empresa brasileira Taurus é acusada de vender armas a traficantes do Iêmen

    © AFP 2018 / MOHAMMED HUWAIS
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    A maior fabricante de armas da América Latina, a empresa brasileira Forjas Taurus, foi acusada de vender armas a um conhecido traficante do Iêmen, que teria enviado ao seu país em guerra. A transação é considerada uma violação das sanções internacionais. A informação foi divulgada pela agência Reuters, que teve acesso a documentos judiciais.

    As armas teriam sido enviadas por dois ex-funcionários da Taurus a Djibuti e depois redirecionadas para o Iêmen através de Fares Mohammed Mana'a, considerado pela ONU como um dos maiores traficantes internacionais de armas. 

    Sanções internacionais por conta da guerra civil do Iêmen proíbe que o país receba armas de qualquer porte. De acordo com os dados da ONU, desde 2014, o conflito já causou mais de 10 mil mortes, sendo que, entre estes, cerca de 4 mil são civis.     

    A Taurus afirmou que não é parte do processo e "tampouco foi formalmente acusada". A empresa alega que as exportações foram para o governo do Djibuti e que não havia qualquer restrição ao comércio com aquele país.

    "Após tomar conhecimento das suspeitas levantadas em torno do cidadão iemenita…a companhia, por medida de cautela: cancelou qualquer tipo de negociação com o Djibuti; determinou a retenção da mercadoria em trânsito", disse a empresa.

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    Tags:
    traficantes, armas, guerra civil, ONU, Brasil, Iêmen
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