04:00 20 Novembro 2017
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    Abdul Fatah Khalil Al-Sisi, presidente egípcio, visita a Cerimônia de abertura da nova via do Canal de Suez na cidade egípcio Ismailia

    Egito proíbe policiais de falar com a imprensa

    © REUTERS/ The Egyptian Presidency/Handout via Reuters
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    O Parlamento do Egito aprovou nesta terça (9) uma lei que proíbe a polícia de fornecer informações para a mídia sem a autorização por escrito do Ministério do Interior, uma medida vista pelos críticos como uma tentativa de encobrir a corrupção e os abusos de poder no alto escalão do país.

    As alterações à lei de autoridade policial aprovadas pelo parlamento irão impedir os policiais egípcios de fornecer informações ou publicar quaisquer documentos, relatos ou fotos relacionados com o seu trabalho sem a devida autorização oficial.

    Os agentes que violarem a nova lei podem enfrentar períodos não especificados de cadeia e multas de até 20.000 libras egípcias (cerca de US$ 2.252).

    Em fevereiro, o presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, instruiu o ministro do Interior a reprimir o abuso policial e a apresentar propostas ao parlamento para atingir esse objetivo, após um policial de baixa patente ter matado a tiros um motorista durante uma discussão sobre uma multa.

    No entanto, os críticos veem as alterações legislativas como sendo projetadas para encobrir crimes de alto nível.

    "Esta lei é mais um exemplo do esforço contínuo do governo para comprometer a transparência que é essencial para o bom funcionamento de um Estado moderno", disse à Reuters o analista Timothy Caldas, do Instituto Tahrir para Polícia no Oriente Médio.

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    Tags:
    abuso de poder, corrupção, transparência, parlamento, lei, mídia, imprensa, policiais, Abdel Fattah al-Sisi, Egito
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