03:50 28 Outubro 2020
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    Durante a presidência de Barak Obama, a dívida soberana dos EUA dobrou. No final de fevereiro, o Ministério das Finanças americano relatou que a dívida superou o nível de 19 trilhões de dólares (R$ 60 trilhões).

    Além disso, é preciso prestar atenção a que um terço desta dívida cabe aos estudantes. O valor da dívida aumentou tanto que já é maior do que a soma de todos os bens e serviços finais produzidos nos EUA durante 1 ano.

    Para compreender a escala destas cifras é preciso olhar para o passado:

    • Em 1980 a dívida foi de 0,9 trilhões de dólares (que equivalem a 33,4% do PIB americano);
    • Em 1990 foi de 3,2 trilhões de dólares (que equivalem a 55,9% do PIB americano);
    • Em 2000 foi de 5,6 trilhões de dólares (que equivalem a 58,0% do PIB americano, graças a uma redução realizada por Bill Clinton nos anos 90);
    • Em 2010 foi de 13,8 trilhões de dólares (que equivalem a 96,5% do PIB americano);
    • Em 2016 a dívida já superou 19 trilhões de dólares (que equivalem a mais de 103,7% do PIB americano).

    Falando sobre os créditos dos estudantes americanos, oficialmente foi relatado que o valor de créditos para formação é aproximadamente de 1,25 trilhões de dólares (R$ 3,95 trilhões) – e esta cifra não é final.

    Ao mesmo tempo, 11,5% destes créditos estão em estado de falência. Isto significa que cada décimo crédito para formação nos EUA está atrasado pelo menos 60 dias. A dívida está garantida, mas não está garantido um emprego para conseguir pagá-la.

    Segundo as previsões de economistas, a bolha das dívidas para estudos vai rebentar em um futuro próximo. O mercado de trabalho oferece cada vez menos vagas e os salários estão diminuindo. Há apenas uma pergunta: se os estudantes não consigam pagar seus créditos, o governo obrigará os contribuintes americanos a pagar todos os 19 trilhões de dólares?

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    Tags:
    crédito, dívida pública, dólar, Bill Clinton, Barack Obama, EUA
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