06:13 26 Setembro 2017
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    Candidatos à presidência norte-americana Hillary Clinton do Partido Democrata e Donald Trump do Partido Republicano (foto de arquivo)

    Hillary lança anúncio bizarro de propaganda insinuando que Trump é um agente russo

    © REUTERS/ David Becker/Nancy Wiechec
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    As alegações contínuas de Hillary Clinton sobre a suposta "ameaça russa" mostram uma vontade férrea por parte da ex-secretária de Estado dos EUA de reacender a Guerra Fria em troca de um punhado de votos extras.

    Na sexta-feira (5), em uma jogada típica de regimes autoritários, a campanha de Hillary Clinton lançou um anúncio perturbador que descaradamente acusa seu adversário Donald Trump de traição, a fim de marcar para o público a mensagem que alicerça agora a campanha da candidata favorita para a presidência dos Estados Unidos.

    A propaganda representa uma dura ruptura com a mensagem política de campanha do presidente Barack Obama em 2012, na qual ele criticou seu adversário republicano Mitt Romney por sugerir que a Rússia era a principal ameaça para a segurança e a estabilidade dos EUA, dizendo que "a década de 1980 está chamando e eles [os republicanos] estão pedindo a sua política externa de volta".

    No entanto, na sequência da recente revelação por parte do WikiLeaks de 20.000 e-mails do Comitê Nacional Democrata — os quais fornecem evidência clara e convincente de que a campanha de Clinton coordenou esforços de sabotagem contra a candidatura progressista do democrata Bernie Sanders —, a equipe de Hillary continuou a ofensiva questionando e torcendo os fatos para fazer parecer com que os vazamentos fossem produtos de uma intervenção russa.

    O gerente de campanha de Clinton, Robby Mook, foi o primeiro a ventilar a teoria conspiratória, mas a narrativa ganhou vapor rapidamente, sendo empregada pela própria candidata em uma série de declarações à imprensa.

    A última gota foi quando o ex-chefe da CIA Michael J. Morell escreveu nas páginas editoriais do New York Times que "no negócio da inteligência, diríamos que [o presidente russo Vladimir] Putin recrutou o Sr. Trump como um agente involuntário da Federação Russa".

    "Não sabemos por que Trump elogia Putin", começa o anúncio de Hillary, acrescentando que os democratas também "não sabem porquê Putin elogia Trump”, por que eles “compartilham políticas externas”, “por que os principais assessores de Trump têm laços com Putin”, “por que a Rússia está tentando influenciar a eleição”, “quanto Trump tem investido na Rússia”, ou “o que é que está acontecendo aqui”.

    A propaganda, sem saber aparentemente nada, termina simplesmente com a frase "Nós vamos deixar você adivinhar". 

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    Tags:
    campanha, Guerra Fria, propaganda, e-mails, WikiLeaks, Donald Trump, Hillary Clinton, Rússia, EUA
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