13:31 20 Setembro 2019
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    Será que Washington tenta tornar Império do Meio em segunda Síria

    © AFP 2019 / FILIPPO MONTEFORTE
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    Na China há receios de que os EUA querem organizar uma revolução no país torpedeando sua estabilidade.

    Pequim acusa os EUA de colaborar com os chamados separatistas de Hong Kong que pretenderiam torpedear a estabilidade da China e fazer explodir o caos no território dela.

    A Suprema Procuradoria Popular da China publicou um vídeo que mostra as cenas apocalípticas da Síria e Iraque que contrastam com a vida na China de hoje, "um país pacífico e estável". "Será possível que um dia a China se transforme em uma Síria, Ucrânia ou Turquia?", perguntam no vídeo.

    "As nuvens de problemas internos e ameaças internacionais não desapareceram na China", dizem as legendas no vídeo.

    "Separatismos no Tibete, Xian Jiang, Hong Kong e Taiwan, bem como lideres dissidentes e agentes das forças ocidentais, trazem uma ameaça à estabilidade interna na China e à harmonia", indica o vídeo.

    No entanto, continua o texto do vídeo, "detrás de todos estes incidentes podemos distinguir a sombra das Estrelas e Faixas", em alusão à bandeira dos EUA. Além disso, os símbolos do Estado norte-americano, tais como a Estátua da Liberdade, são rápidos em aparecer na tela.

    As forças ocidentais, com os EUA à cabeça, andam durante todo o ano acenando banners da democracia e liberdade, "semeando contradições sociais nos países em desenvolvimento com a intenção de mudar os governos".

    Países como a Geórgia, União Soviética, Líbia e Quirquistão deixaram os EUA meterem aí um pé, o que provocou a guerra, o caos e o desespero nestes países, diz o vídeo.

    A Procuradoria alerta os chineses no site de microblogs Sina Weibo: "se preparem para revoluções coloridas" antes que a "China pacifica e estável e se transforme em uma Síria ou Iraque", informa o site da CNN em Hong Kong.

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    Tags:
    acusações, separatismo, Hong Kong, China, EUA
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