23:43 14 Agosto 2020
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    No início da crise ucraniana, o presidente da França François Hollande "demonstrou sua força" ao recusar a entrega dos navios Mistral à Rússia. Hoje, no entanto, o líder francês tem claramente evitado adotar retóricas duras com relação a Moscou, escreve The Wall Street Journal.

    A publicação destaca, que em 8 de julho, durante a reunião de cúpula da OTAN, Hollande "chocou" muitos dos parceiros de Paris ao declarar que a França não considera a Rússia "nem como um inimigo, nem como uma ameaça", mas sim como um "parceiro".

    Para o autor do artigo, a mudança na atitude de Hollande com relação a Moscou pode ser explicada no âmbito das suas ambições para um segundo mandato presidencial em 2017. O líder francês estaria apostando na ideia de que boas relações com a Rússia garantirão a ele o papel de um líder da esquerda europeia, algo que poderia muito bem ser comprado pela Itália e pela Alemanha.

    Presidente da Rússia, Vladimir Putin, e presidente da França, François Hollande
    © Sputnik / Alexey Nikolsky
    No entanto, levando em conta as divergentes posturas assumidas pelos candidatos à presidência dos EUA com relação à Rússia, Hollande muito em breve terá que descer do muro para assumir um dos lados em questão, alerta a publicação. O autor lembra que as palavras do líder francês contradizem a declaração da OTAN, emitida ao fim de sua última reunião de cúpula.

    Além disso, a publicação destaca que a imagem da Rússia traçada por Hollande, como um "parceiro inofensivo", pode reforçar as posições dos rivais de seu partido, que a prior sustentam uma posição pró-Rússia.

    Vale lembrar igualmente que não faz muito tempo Putin se dirigiu à França como a um dos principais parceiros da Rússia da Europa e no mundo.

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    Tags:
    perigo, jogo, Vladimir Putin, François Hollande, Rússia, França
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