08:13 17 Maio 2021
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    O governo da Índia aprovou o deslocamento dos mísseis Brahmos para o nordeste do país, perto da fronteira com a China, comunica jornal Economic Times citando as fontes.

    A Comissão da Segurança do Governo encabeçada por primeiro-ministro da Índia Narendra Modi aprovou a compra de cerca de 100 mísseis, no valor de 650 milhões de dólares. Este vai ser o quarto regimento de mísseis Brahmos a entrar ao serviço do exército da Índia. Além dos mísseis, vão ser comprados cinco veículos lançadores autônomos e um módulo de comando móvel, bem como outros tipos de equipamento.

    O regimento vai ser posicionado no Estado de Arunachal Pradesh, um território em disputa entre a Índia e a China, e onde os os países são separados por uma linha de controle. O acordo sobre a delimitação da fronteira, reconhecida a nível internacional, ainda não foi atingido. A decisão de deslocamento dos mísseis Brahmos não é uma surpresa, há vários anos que surgira tal informação. 

    Trata-se de mísseis Brahmos da versão Bloque III, capazes de efetuar voos picados em áreas montanhosas. 

    "Esta versão dos Brahmos pode efetuar voos com um ângulo até 75°. Os cientistas militares já estão trabalhando para atingir o índice de 90°", comunica o jornal Economic Times, citando a fonte. 

    O Brahmos-é um míssil de dois estágios. O primeiro estágio usa combustível sólido, o que permite acelerar o míssil até à velocidade hipersónica. Tem a alcance de até 290 quilômetros e mantém a velocidade hipersónica durante todo o voo. A altitude de voo pode atingir 15 quilômetros, com uma altitude mínima de cerca de 10 metros.  

    O míssil é produzido pela empresa indiano-russa BrahMos Aerospace, instituída pela Organização de Desenvolvimento e Pesquisa de Defesa (DRDO em inglês) e pelo NPO MAshinostroyeniya (Escritório de Projetos de Foguetes e Mísseis) russo.

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    Tags:
    tensão militar, capacidade, equipamento, disputa, exército, compra, mísseis, deslocamento, BrahMos, China, Índia
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