22:47 18 Agosto 2019
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    Militantes armados leais aos rebeldes houthis, Sanaa, Iêmen, 20 de junho de 2016

    Governo iemenita abandona negociações no Kuwait após rebeldes rejeitarem plano da ONU

    © AFP 2019 / MOHAMMED HUWAIS
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    A delegação do governo iemenita nas negociações de paz deixou o Kuwait – país que sedia as conversas – nesta segunda-feira (1º), após a rejeição, por parte dos rebeldes xiitas houthis, de uma proposta da ONU.

    "Deixamos o Kuwait, mas não as negociações que continuam até 7 de agosto", disse o chanceler iemenita, Abdelmalek al-Mikhlafi, que chefia a equipe governamental de negociações.

    A data foi fixada pelo enviado da ONU para o Iêmen, Ismail Ould Cheikh Ahmed, para concluir as negociações que começaram em abril na capital do Kuwait e que desde então não fizeram nenhum progresso.

    O enviado da ONU disse em um comunicado que a partida da delegação do governo iemenita não significa sua retirada das negociações e afirmou que teria intensas discussões com a delegação dos houthis e seus aliados.

    "Voltaremos (ao Kuwait) a qualquer momento em que a outra parte decidir assinar" a proposta de paz da ONU aceita pelo governo no Iêmen, disse Mikhlafi a repórteres no aeroporto da Cidade do Kuwait.

    O acordo de paz proposto pela Organização das Nações Unidas visa a pôr fim ao atual conflito que já dura 16 meses e que já deixou mais de 6.400 mortos, além de 2,8 milhões de deslocados.

    A proposta geral atende às demandas do governo, apoiado política e militarmente pela Arábia Saudita, e inclui vários pontos da resolução 2216 do Conselho de Segurança da ONU, que incluem a retirada dentro de 45 dias dos rebeldes xiitas houthis das áreas ocupadas desde 2014 – entre elas a capital Sanaa –, a devolução de armas pesadas ao exército e a libertação dos detidos.

    Os rebeldes, no entanto, anunciaram no domingo (31) a rejeição da proposta.

    "O que foi apresentado pelo enviado (da ONU) não era outra coisa senão ideias para uma solução sob o aspecto da segurança, assunto a se debater como outras propostas", disse uma declaração da delegação dos houthis.

    Para os rebeldes, qualquer acordo de paz deve prever um presidente consensual e um governo de unidade nacional antes de qualquer ponto sobre medidas militares e de segurança.

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    Tags:
    sunitas, xiitas, conflito, proposta, rebeldes, houthis, negociações de paz, ONU, Abdelmalek al-Mikhlafi, Ismail Ould Cheikh Ahmed, Arábia Saudita, Kuwait, Sanaa, Iêmen
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