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    Declínio do dólar: previsão ou realidade?

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    Segundo a previsão da agência Morgan Stanley, o dólar vai cair 5% nos próximos meses, o Sistema de Reserva Federal dos Estados Unidos não irá elevar as taxas de juros no curto prazo e dados macroeconómicos dos EUA vão piorar.

    A "previsão" se baseia no artigo publicado pelo chefe do departamento de Estratégia monetária da empresa, Hans Redeker. No seu estudo ele indica que as taxas bancárias internas mostram uma tendência de diminuição da demanda doméstica nos próximos meses.

    "Estamos bastante pessimistas, primeiramente, no que se refere aos índices da economia estadunidense. Se você olhar para os nossos indicadores internos, que refletem muito bem a demanda doméstica, a previsão diz que ela está desaparecendo", disse Redeker em entrevista à agência Bloomberg.

    Exatamente, o dólar caiu 1,3% depois do anúncio do Departamento de Comércio que o produto interno bruto estadunidense aumentou apenas metade do que era esperado no segundo trimestre.

    ​O dólar ganhou força nas últimas semanas com base na especulação de que a Reserva Federal iria elevar as taxas de juros para contar com uma ligeira melhoria na taxa de desemprego, comércio e produção.

    Aqueles que estavam apostando em um fortalecimento do dólar foram obrigados a reduzir o seu apetite após o regulador definir sua estratégia de uma abordagem gradual para uma política monetária mais restritiva.

    As ilusões desapareceram completamente após a publicação de dados do PIB, que mostraram um aumento de 1,2% em comparação com a taxa de 2,5% prevista por analistas, como foi revelado pela Bloomberg. Como resultado, apenas um em cada três corretores em operações cambiais tem expectativas de um aumento das taxas de juros e de um dólar mais forte. Um número que está longe de ser otimista em comparação com os mais de 50% antes da publicação dos dados do PIB dos Estados Unidos.

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    Tags:
    PIB, produção, comércio, demanda, desemprego, estudo, taxa de juros, previsão, dólares, Bloomberg, Federal Reserve (Fed), Morgan Stanley, EUA
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