03:03 22 Setembro 2019
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    Republican presidential candidate Donald Trump signs autographs for supporters at the conclusion of a Donald Trump rally at Millington Regional Jetport on February 27, 2016 in Millington, Tennessee

    Apelo de Trump à Rússia é visto como alta traição aos EUA

    © AFP 2019 / Michael B. Thomas
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    O apelo irônico de Trump à Rússia para que esta descubra os 30 mil e-mails da presidenciável democrata Hillary Clinton perdidos do seu computador pessoal provocaram uma onda de indignação entre os mídia e especialistas.

    Assim, no jornal The New York Times o professor da Universidade de Massachusetts Paul Misgrave chamou a situação de algo sem precedentes — ele acha que nunca tinha havido nada semelhante na política internacional.

    "Estou em estado de choque e não sei o que dizer — e isso é algo a que não se está habituado quando se trabalha na esfera de análise da política externa dos EUA", disse o especialista comentando a situação.

    O ex-chefe da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) Leon Panetta, por sua vez, declarou que a declaração em questão "excede todos os limites existentes".

    Há também especialistas que classificaram a declaração de Trump como alta traição.

    Nomeadamente, o professor de Direito e conselheiro jurídico do atual presidente americano Barack Obama, Lawrence Tribe.

    ​Na sua página de Twitter ele notou que declarações semelhantes violam a lei Logan, que proíbe pessoas não autorizadas de realizar negociações com chefias de países que estão em conflito com os Estados Unidos. Assim, sublinha o especialista americano, as ações do presidenciável republicano podem ser avaliados como alta traição.

    O escândalo dos e-mails vazados de Clinton continua desde 2014, quando se soube que Clinton havia enviado e-mails do Departamento de Estado a partir da sua conta privada. Ficou estabelecido que, dos 30 mil e-mails que ela reenviou ao FBI para análise, dizendo respeito a 52 temas, 110 continham informação classificada, segundo informou em julho o diretor do FBI, James Cormey.

    Tags:
    legislação, Donald Trump, Hillary Clinton, EUA, Rússia
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