10:59 25 Setembro 2020
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    Israel reabriu nesta terça-feira (26) a entrada principal para o campo palestino de Fawwar, na Cisjordânia, depois mantê-lo fechado por quase um mês em resposta a uma série de ataques. As Nações Unidas acusaram o exército israelense de punir coletivamente os 9.500 residentes do campo de refugiados.

    Fawwar, situado perto de Hebron, estava fechado há pelo menos 26 dias, como parte das medidas tomadas pelo exército de Israel depois que um atacante palestino abriu fogo contra um carro israelense em uma estrada nas proximidades no último dia 1º de julho, causando um acidente que matou o motorista.

    O atirador, que supostamente ainda está em fuga, não era de Fawwar, mas da cidade vizinha de Dura, segundo relatos da mídia local.

    O incidente aconteceu um dia depois de um palestino ter esfaqueado uma menina de 13 anos até a morte em sua casa no assentamento israelense de Kiryat Arba, nos arredores de Hebron.

    Também no dia 1º de julho, a polícia disse que uma mulher palestina tentou esfaquear um guarda israelense em Hebron e foi morta a tiros.

    A agência da ONU para os refugiados palestinos (UNRWA) disse na segunda-feira (25) que ao fechar o acampamento de Fawwar, o exército israelense estava "punindo coletivamente pessoas inocentes pelos atos de outras pessoas".

    "Estes fechamentos criam sérios desafios para o acesso humanitário da UNRWA, incluindo a entrega de suprimentos médicos, a remoção de lixo dos campos, e o movimento diário do pessoal da agência que trabalha dentro do campo", disse o comunicado da UNRWA.

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    Tags:
    punição coletiva, israelenses, palestinos, campo de refugiados, ONU, UNRWA, Fawwar, Israel
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