13:19 20 Julho 2018
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    Barack Obama, presidente dos EUA

    Conselheiros de Obama tentaram envolvê-lo ainda mais em guerras no Oriente Médio

    © AP Photo / Susan Walsh
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    O presidente norte-americano Barack Obama estava rodeado de conselheiros e instituições do governo que têm feito tentativas para envolver os EUA ainda mais em conflitos no Oriente Médio.

    Eis o que disse à agência Sputnik Lawrence Wilkerson, ex-chefe de gabinete do secretário de Estado norte-americano Colin Powell.

    Segundo Wilkerson, Obama queria evitar que o país fosse envolvido em mais um "pântano" à semelhança do Vietnã, mas apesar da posição dele as forças dos EUA provavelmente ficarão no Afeganistão para sempre.

    "[Obama] tinha muitas pessoas e instituições – e gente nessas entidades – que estavam junto a ele tentando envolvê-lo [em guerras] como diabos", disse Wilkerson.

    Wilkerson sugeriu que o presidente tem sofrido por causa de cada bomba lançada, incluindo em ataques de drones, mesmo quando ele achava que isso correspondia aos seus objetivos.

    A pesquisa realizada pelo Bureau de Jornalismo Investigativo, sediado em Londres, revelou que mais de 3.000 pessoas, incluindo cerca de 500 civis, foram mortas durante a administração de Obama.

    Em 6 de julho, o presidente norte-americano anunciou que os EUA iriam manter 8.400 militares no Afeganistão até ao fim da atual administração, apesar dos planos anteriores para reduzir esse número até 5.500.

    A missão da OTAN liderada pelos EUA terminou suas operações em dezembro de 2014, tendo estado no Afeganistão desde 2001 para ajudar as autoridades locais a combater o movimento islâmico Talibã. No entanto, o Afeganistão continua enfrentando instabilidade política e social enquanto os grupos jihadistas se aproveitam da situação instável no país.

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    Tags:
    conselheiros, jihadistas, missão, militares, ataques, drones, OTAN, Talibã, Colin Powell, Barack Obama, Vietnã, Afeganistão, EUA
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