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    Um confronto entre os EUA e a Turquia, as duas maiores potências da OTAN, devido ao golpe fracassado e às exigências de extradição do oposicionista turco Fethullah Gulen, poderá levar ao desmoronamento do bloco militar, notam especialistas.

    Ancara acusou Gulen, um antigo aliado de Erdogan que se autoexilou nos EUA em 1999 depois de cair em desgraça na Turquia, de orquestrar a tentativa de golpe no país.

    No sábado, o presidente Erdogan exigiu que Barack Obama salvasse a cooperação bilateral entre os dois países e entregasse o clérigo exilado à Turquia. Depois da conversa entre os dois presidentes, o primeiro-ministro turco Binali Yildirim prometeu uma guerra contra qualquer país que apoie o clérigo, se referindo implicitamente aos EUA.

    O ministro do Trabalho turco Suleyman Soylu ainda afirmou que Washington tinha preparado o golpe há vários meses: “Enviámos por muitos meses pedidos aos EUA em relação a Fethullah Gulen. Os EUA devem o extraditar”.

    Os EUA negam todas as acusações de estar envolvido na tentativa de golpe.

    A Turquia, que tem sido o parceiro-chave dos norte-americanos no Oriente Médio, já não é visto como um aliado confiável de Washington. É provável que Ancara reconsidere as suas relações com a OTAN, que não se apressa a ajudar o líder legítimo de um dos seus países membros durante uma tentativa do golpe.

    O primeiro sinal de deterioração das relações entre os EUA e a Turquia já ocorreu no sábado, quando Ancara bloqueou a base aérea turca de Incirlik, usada pela OTAN para suas operações aéreas.

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    Tags:
    golpe de Estado, OTAN, Binali Yildirim, Fethullah Gulen, Barack Obama, Recep Tayyip Erdogan, Oriente Médio, Washington, Pensilvânia, EUA, Turquia
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