11:12 23 Janeiro 2020
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    O chefe do governo chinês Li Keqiang pediu ao Japão, que não é um país-participante do conflito no mar do Sul da China, para não intervir na disputa e não agravar a tensão.

    Na sexta-feira, o premiê chinês se reuniu com o primeiro-ministro do Japão Shinzo Abe em Ulan Bator, na Mongólia. O encontro decorreu no âmbito da cúpula do Diálogo Ásia-Europa (ASEM).

    "O Japão não é uma parte envolvida na questão do mar do Sul da China e por isso tem que tomar cuidado com suas palavras e ações, não agravar a situação e não intervir na disputa", declarou Li Keqiang citado pela agência de notícias estatal chinesa Xinhua.

    Na terça-feira, o Tribunal Internacional de Haia examinou a denúncia das Filipinas e decidiu que a China não possui nenhuma base legal para pretensões territoriais no mar do Sul da China nos limites da "linha de nove raias". A China já respondeu que não considera válida a decisão da Corte Permanente de Arbitragem de Haia, não a reconhece e não a admite.

    O chanceler japonês Fumio Kishida espera uma solução pacífica dos conflitos nesta região e pede às partes que cumpram a decisão do tribunal.

    A China e o Japão têm uma disputa territorial em torno do arquipélago Diaoyu (Senkaku) no mar da China Oriental. As relações entre os dois países pioraram em 2012, quando o governo japonês adquiriu três das cinco ilhas pertencentes a um proprietário japonês e que Pequim considera como território chinês. Além disso, o Japão de vez em quando comenta as disputas entre a China e seus vizinhos no mar do Sul da China, irritando Pequim. A China acha que esta questão não tem nada a ver com Tóquio.

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    Tags:
    agravamento, decisão, disputa territorial, conflito, Fumio Kishida, Li Keqiang, Mar da China Oriental, Mongólia, Mar do Sul da China, Ilhas Diaoyu, Pequim, Haia, China, Japão
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